Reclusos do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada vão ter acesso a uma Unidade Livre de Drogas

Reclusos do Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada vão ter acesso a uma Unidade Livre de Drogas

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   9 de Fev de 2019, 07:30

O Estabelecimento Prisional de Ponta Delgada vai ter uma Unidade Livre de Drogas para tratamento das dependências, de acordo com o perfil de cada recluso, anunciou a diretora regional da Prevenção e Combate às Dependências, em nota do executivo.



“O objetivo desta unidade é o de criar um espaço próprio para os reclusos toxicodependentes que queiram aderir ao programa livre de drogas, dando-lhes condições de interação especial com profissionais para, nesta relação, estruturarem a sua motivação para o tratamento e reequacionarem o seu projeto de vida”, adiantou Suzete Frias, que falava no final de uma reunião com o diretor do Estabelecimento Prisional, onde foram delineadas medidas para a implementação da Unidade Livre de Drogas.


Suzete Frias referiu que este será um projeto piloto na Região, destinado a reclusos toxicodependentes que assumem o compromisso de integrarem um programa socio-terapêutico, que recebeu o pronto acolhimento da direção deste estabelecimento prisional.


“A Unidade Livre de Drogas está pensada para uma capacidade de cerca de 30 reclusos”, adiantou a diretora regional, frisando que “num ambiente próprio, será possível integrar os reclusos num programa socio-terapêutico inspirado nos programas das comunidades terapêuticas. É muito mais do que um programa de desabituação de drogas, diria que é uma via para a reabilitação e facilitação da inserção fora de muros”, realçou.


Os estabelecimentos prisionais de Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta dispõem já de programas terapêuticos de substituição opiácea, criados ao abrigo de um protocolo entre a Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências, Direção Geral dos Serviços Prisionais, Unidades de Saúde de Ilha da Terceira e do Faial e a ARRISCA.


Os programas de educação para saúde constituem outra linha de atuação e de prevenção da saúde junto da comunidade reclusa, de que é exemplo o programa desenvolvido pela Casa do Povo de Santa Bárbara no Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo, que resulta de um acordo celebrado entre esta instituição, a Direção Geral dos Serviços Prisionais e a Secretaria Regional da Saúde, através da Direção Regional de Prevenção e Combate às Dependências.


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