Rastreio ao cancro oral vai realizar cerca de 5000 biópsias por ano

O coordenador do Programa de Saúde Oral, Rui Calado, estima que, a partir de janeiro, Portugal inicie o programa de diagnóstico precoce ao cancro oral, realizando por ano cerca de cinco mil biópsias.


Rui Calado, que falava aos jornalistas à margem do Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, explicou que o programa de diagnóstico precoce e de rastreios ao cancro oral está praticamente pronto a arrancar, faltando apenas ultimar a parte informática.

Este programa passa por um trabalho de parceria entre os médicos de família e os cerca de três mil dentistas que integram o Programa Nacional de Saúde Oral, podendo qualquer um deles detetar lesões que eventualmente sejam suspeitas de cancro oral.

“Se o médico de família entender que precisa de uma confirmação diagnóstica e de uma biopsia encaminha para um conjunto de médicos dentista, que farão parte de uma rede nacional que estamos a construir, que por sua vez irão confirmar essa observação”, explicou Rui Calado.

Por outro lado, o dentista que diagnostique uma lesão suspeita pode também contactar o médico de família do doente.

Além disso, haverá uma rede de 200 médicos espalhados “de forma equilibrada” pelo país com a tarefa de realizarem a biópsia.

Fazendo contas com base em mil cancros orais identificados no ano passado em Portugal, o responsável estima que seja preciso realizar cerca de cinco mil biópsias por ano.

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