Saúde, Hospitais

Quinze agrupamentos de centros de saúde ao nível das 500 maiores empresas


 

Lusa/AO online   Nacional   16 de Set de 2008, 09:29

Quinze dos 74 agrupamentos de centros de Saúde(ACES)que o Governo vai criar terão uma dimensão que os coloca ao nível das 500 maiores empresas portuguesas, de acordo com um estudo encomendado a uma universidade.
As restantes 59 estruturas estão no grupo das 1.000 maiores empresas, o que visto à luz dos critérios comunitários de classificação das pequenas e médias empresas revela que 61 agrupamentos ultrapassam estes escalões e equiparam-se a grandes empresas, conclui o estudo do Gabinete de Análise Económica da Universidade Nova de Lisboa, encomendado pela Missão de Cuidados de Saúde Primários (MS.

    Os ACES empregarão entre 127 e 921 pessoas cada um, indica o mesmo relatório.

    Segundo o jornal Tempo Medicina, o projecto para avançar simultaneamente com os ACES tem por base o “passar a mensagem que a reforma é para todos” e a imagem de que a reestruturação segue a “uma só velocidade”.

    Pese embora o facto da própria Missão admitir que a criação simultânea dos 74 agrupamentos de centros de Saúde (ACES)é uma opção com “maior complexidade e dificuldade”.

    No documento reconhece-se que esta opção “implica uma maior complexidade e uma maior dificuldade na gestão do processo” e é apresentado o calendário que indicava o inicio da nomeação de directores executivos nesta segunda-feira e a publicação de portarias para a constituição formal das ACES em Dezembro.

    Os ACES vão substituir as actuais 18 sub-regiões de Saúde.

    À Lusa, o coordenador do MCSP, Luís Pisco, remeteu quaisquer comentários para o Ministério da Saúde.

    A tutela, por seu lado, escusou fazer qualquer comentário a este conjunto de propostas.

    Num outro documento de trabalho da missão a que a Agência Lusa teve acesso, estima-se que os custos de exploração dos ACES vão variar entre os dez e os 73 milhões de euros.

    Segundo este estudo, os custos de exploração vão concentrar-se sua maioria entre os 20 e os 40 milhões por cada agrupamento.

    Para o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, o avanço em simultâneo dos 74 ACES não é relevante, sendo o principal problema da reforma dos cuidados primários a articulação com os hospitais.

    “O problema maior é a articulação entre as unidades de cuidados primários e os hospitais, que em alguns casos é difícil e com os ACES não há previsão que vá melhorar. Com cada centro de saúde havia uma relativa articulação, mas com vários poderá haver uma excessiva carga burocrática”, argumentou.

    O bastonário também critica que até agora não tenha sido contemplada a possibilidade dos utentes escolherem o seu médico assistente.

   

    PL.

    Lusa/fim


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