Histórias do Rallye

Quando foi preciso disfarçar a falta de meios


 

Rui Jorge Cabral   Motores   19 de Mar de 2019, 09:20

Manuel Arruda era presidente do Grupo Desportivo Comercial, quando o Rallye Açores - atual Azores Rallye - entrou para o Europeu de Ralis, em 1992.

Há 27 anos atrás e apesar do grande esforço dos organizadores, a prova não tinha os meios logísticos de hoje. Manuel Arruda lembra mesmo como teve de ‘disfarçar’ a falta de meios que existia na altura nos Açores perante um alemão, inspetor da FIA, que o questionou sobre o facto da ambulância que estava no fim do troço das Sete Cidades só ter uma maca e não duas, como era desejável.

Manuel Arruda ‘improvisou’, dizendo ao inspetor que tinha tido azar ao verificar aquela ambulância em particular porque, no geral, as ambulâncias tinham as condições necessárias.

Só que, recorda Manuel Arruda, “na altura, só havia em São Miguel uma ambulância com duas macas”...

O inspetor aceitou a explicação e a prova não foi penalizada nesse item.

Um episódio que demonstra bem as dificuldades que a organização de há 27 anos atrás enfrentava para tentar defender o rali junto da FIA, mesmo no tempo em que a prova não tinha o Coeficiente 20, o único que atraía naturalmente os pilotos do Europeu.

Com o passar dos anos, os meios logísticos foram-se juntando às condições naturais da prova e hoje o Azores Airlines Rallye é um membro destacado do restrito lote de oito provas que compõem o renovado ERC.

*Reportagem publicada originalmente no Guia do Rali 2017.



Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.