PSD/Açores quer gabinete que coordene abastecimento da ilha das Flores

PSD/Açores quer gabinete que coordene abastecimento da ilha das Flores

 

AO Online/ Lusa   Regional   9 de Nov de 2019, 18:24

O PSD/Açores propôs este sábado a criação, na ilha das Flores, de um gabinete de coordenação para o abastecimento da ilha, "na sequência dos prejuízos e constrangimentos causados pela passagem" do furacão "Lorenzo".

"O PSD propõe que seja criado um gabinete – com efetivo poder de decisão –, na dependência do presidente do Governo Regional, que tenha como objetivo principal toda a coordenação logística do abastecimento à ilha das Flores. São vários os problemas que afetam o dia-a-dia dos florentinos, nomeadamente dos empresários, sem que haja alguém com poder para decidir e resolver, com eficácia, as necessidades da população", afirmou, citado em nota de imprensa, o parlamentar social-democrata na Assembleia Legislativa dos Açores Bruno Belo.

O deputado justifica a necessidade de criação de um gabinete de coordenação para o abastecimento da ilha com o facto de "haver questões básicas para o quotidiano dos empresários das Flores que não podem estar dependentes de um processo de decisão moroso".

E insistiu: "Os empresários das Flores não podem estar sem saber que carga é carregada, quais os critérios de carregamento e sem que existam manifestos de carga. Ou seja, a carga está a ser descarregada a céu aberto no porto das Lajes das Flores sem que se saiba a quem pertence".

Os sociais-democratas açorianos haviam já defendido também a criação de uma comissão eventual de acompanhamento da reparação dos prejuízos gerados pela passagem do furacão “Lorenzo”, em 02 de outubro, com a apresentação de um relatório trimestral no parlamento regional.

Durante a passagem do “Lorenzo” pelos Açores foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.

A passagem causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo Ocidental.

No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.

O Conselho de Ministros aprovou entretanto, na quinta-feira, a resolução que declara a situação de calamidade na sequência dos prejuízos gerados pelo “Lorenzo”.

A declaração de calamidade pública está prevista na Lei de Bases da Proteção Civil, podendo ser decretada “face à ocorrência ou perigo de ocorrência” de acidente grave ou catástrofe, e inclui um “regime especial de contratação pública de empreitadas de obras públicas, fornecimento de bens e aquisição de serviços”.



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