PSD e CDS dizem que listas de espera na Saúde nos Açores são "indecorosas"

PSD e CDS dizem que listas de espera na Saúde nos Açores são "indecorosas"

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Nov de 2013, 06:32

PSD e CDS consideraram "indecorosas" as listas de espera na Saúde nos Açores, perguntando ao Governo Regional de que forma as vai combater em 2014, tendo o executivo negado que este seja um "problema sistémico" na região.

 

A questão surgiu durante o debate do orçamento dos Açores para 2014, no parlamento regional, na Horta.

Depois de apresentar as linhas do orçamento no setor da Saúde, o secretário regional Luís Cabral foi questionado pelos deputados Artur Lima (CDS-PP) e Luís Maurício (PSD) sobre as listas de espera para cirurgia.

Segundo Artur Lima, os doentes que esperam por uma cirurgia nos Açores há pelo menos 18 meses passaram de 1.191 para 2.810 em três anos. Luís Maurício acrescentou que somando todos os doentes em espera, as listas tinham 9.000 pessoas no final de 2012.

Para Artur Lima, estas listas "indecorosas" são uma das "vergonhas" do Serviço Regional de Saúde (SRS) e questionou para onde foram os milhões de euros investidos nos últimos anos em programas de redução destes números.

Já Luís Maurício voltou a criticar que o executivo não tenha posto em prática uma medida aprovada em março por unanimidade no parlamento açoriano que previa a afetação de 700 mil euros para combater as listas (e que o PSD voltou agora a apresentar).

Na resposta, o secretário regional da Saúde disse que os programas de redução das listas tal como foram concebidos até agora nos Açores não levaram à diminuição de doentes à espera de cirurgia, que têm de facto aumentado. Por isso, o executivo regional decidiu "abordar o problema de forma diferente", criando incentivos à fixação de determinados médicos especialistas, como anestesiologistas.

Luís Cabral garantiu que as listas de espera não são um problema "geral" ou "sistémico" no SRS, mas sim "pontual em algumas especialidades".

Também o PS, que tem maioria absoluta no parlamento açoriano e governa a região há 17 anos, reconheceu, através do deputado José San-Bento, que o combate às listas de espera falhou e que por isso será revisto, mas sublinhou que estão em causa cirurgias não urgentes e que o SRS responde aos casos de emergência.

Luís Cabral revelou, por outro lado, que as queixas que mais têm chegado à Inspeção Regional de Saúde são denúncias de desvio de doentes do setor público para o privado, prometendo dar continuidade ao combate às "irregularidades" no SRS.

Por outro lado, garantiu que dentro de alguns dias será apresentado o já anunciado Plano Regional de Saúde 2013-2016, que "assenta em quatro estratégias", com vista a responder "aos problemas específicos da região": combate às doenças crónicas, cérebro-cardiovasculares e oncológicas e "promoção de estilos de vida saudáveis e prevenção de comportamentos de risco".

Quanto ao endividamento do SRS, Luís Cabral sublinhou que "as dívidas surgiram porque foi necessário disponibilizar saúde aos açorianos", referindo dados sobre a prestação de serviços e melhoria na sua qualidade nas ilhas.

José San bento reiterou, a este propósito, que os subsistemas de saúde nacionais devem mais de 60 milhões e euros à SRS e que se República saldasse esse pagamento, as dívidas seriam menores.

 


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