PSD critica promoção turística da Terceira e alerta para quebra na procura da ilha

 PSD critica promoção turística da Terceira e alerta para quebra na procura da ilha

 

Lusa/Aonline   Regional   29 de Ago de 2011, 17:40

O PSD/Terceira acusou hoje o Governo Regional dos Açores de má promoção turística desta ilha, o que, segundo o partido, tem provocado uma quebra na procura que se regista desde 2007, em comparação com o restante arquipélago.

“A Terceira está na cauda dos Açores, desde 2007 que sofre uma quebra nos indicadores. Esta situação continua e comprova-se com os dados do primeiro semestre de 2011”, afirmou o presidente da comissão política de ilha, António Ventura, que se manifestou "preocupado" com o futuro das unidades hoteleiras e acusou o executivo regional socialista de se "esconder" na crise internacional.

António Ventura frisou que a ilha Terceira registou uma quebra na procura turística de 11,6 por cento e uma diminuição de sete por cento nos proveitos por aposento, valores muito abaixo da média registada no arquipélago.

“Para além de um problema regional, há um problema na Terceira, porque a tendência de quebra do turismo é anterior à crise”, afirmou, acrescentado que “não vale a pena passar a ideia de que se está a importar um problema porque se trata de um problema conjuntural”.

O presidente do PSD/Terceira criticou os transportes marítimos, “porque não são seguros nem confiáveis e há atrasos e alterações de horários”, apontando ainda a redução do preço das passagens aéreas como uma das prioridades.

Segundo o responsável, "é possível baixar as tarifas" para os Açores, que são atualmente "o destino mais caro do mundo tendo em conta a distância”.

Para inverter o atual quadro, António Ventura frisou que é necessário criar uma “promoção estratégica e concertada que inclua a ilha Terceira”, alegando que “a marca Açores está muito associada e centralizada em S. Miguel”, a maior ilha da região.

“Não vale a pena estar a apregoar a centralidade da Terceira, nem gastar milhões e mais milhões, se depois essa centralidade geográfica não tem o devido proveito”, afirmou.


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