PSD/Açores denuncia atrasos nos pagamentos ao doentes deslocados

PSD/Açores denuncia atrasos nos pagamentos ao doentes deslocados

 

Lusa/AO Online   Regional   30 de Mai de 2019, 12:17

O líder parlamentar do PSD/Açores denunciou esta quinta-feira que existem situações de incumprimento superiores a seis meses nos pagamentos de diárias aos utentes deslocados do Serviço Regional de Saúde, exigindo explicações do Governo Regional.

Luís Maurício, citado em nota de imprensa do partido, refere que, “no caso do Hospital de Ponta Delgada, há relatos de doentes de várias ilhas que estão à espera do pagamento das suas diárias desde o último trimestre de 2018”.

Em requerimento enviado à mesa da Assembleia Legislativa dos Açores, o dirigente afirma que os pagamentos em atraso afetam utentes de “famílias de parcos recursos”, o que “pode pôr em causa futuras deslocações por, eventualmente, não terem condições para suportar de forma antecipada os custos dessas mesmas deslocações”.

“Isso significa que estes utentes já se deslocaram a Ponta Delgada, já efetuaram as suas consultas, exames e cirurgias, alguns deles já se deslocaram por mais do que uma vez, regressaram às suas ilhas de residência e ainda não receberam o subsídio diário de deslocação a que tiveram direito, nem o pagamento dos transportes terrestres. Ou seja, pagaram do seu bolso a totalidade destas despesas”, declara.

O parlamentar considera que esta é uma situação de “enorme gravidade, traduzida pela incapacidade dos utentes deslocados receberem a tempo e horas as suas diárias, complementos e despesas de transportes terrestres”.

Luís Maurício aponta que os atrasos começaram a verificar-se após a entrada em vigor, em setembro de 2018, do novo regulamento geral de deslocações do Serviço Regional de Saúde.

De acordo com o deputado, “até 01 de setembro de 2018 todas as deslocações dos utentes, primeiras e subsequentes, eram processadas e pagas pelas unidades de saúde da ilha de residência do utente”, sendo que com o novo regime, as deslocações dos utentes “são da responsabilidade financeira dos hospitais de destino”.

O líder parlamentar explica que os hospitais “viram-se sobrecarregados com um conjunto de procedimentos administrativos que aumentaram exponencialmente, que antes eram efetuados pela Unidades de Saúde de Ilha, de forma célere e imediata para os utentes deslocados”.


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