Açoriano Oriental
PS/A acusa executivo de coligação de “incapacidade e incompetência”

O PS/Açores considerou que o aumento da taxa de risco de pobreza registada em 2022 reflete “a incapacidade e incompetência do Governo do PSD, CDS e PPM para ajudar as famílias a ultrapassar as dificuldades que vivem todos os dias”.

PS/A acusa executivo de coligação de “incapacidade e incompetência”

Autor: Ana Carvalho Melo


“A degradação da taxa de risco de pobreza (+1 p.p.) evidencia o insucesso das políticas sociais deste Governo de coligação deixando a região como a mais pobre do país e voltando a afastar-se do todo nacional”, afirma Andreia Cardoso, vice-presidente do GPPS/A, citada em nota enviada à comunicação social.

Na mesma nota, o PS realça que no que respeita à desigualdade, regista-se um agravamento 1,2 p.p., passando de 34,8%, em 2021, para 36%, em 2022, fixando os Açores como a região mais desigual do país.

Nesse sentido, Andreia Cardoso afirma que “a incompetência deste Governo de coligação no combate à pobreza e exclusão social está bem expressa na evolução muito negativa do Coeficiente de Gini, que traduz um agravamento da desigualdade, ou seja, um acentuar nas diferenças de rendimentos entre os mais ricos e os mais pobres”.

Já sobre o facto de  a percentagem de pessoas em privação material e social severa, relativa a 2023, se ter acentuado nos Açores, apesar de sofrer uma redução na maioria das regiões do país, a deputada considera: “A tendência de agravamento das condições de vida das famílias é também retratada pelo indicador de privação material severa, que se agrava fortemente nos últimos dois anos, o que traduz certamente as dificuldades das famílias, para as quais o Presidente do PS/A vem alertando, em cumprir o pagamento das rendas, dos empréstimos e dar resposta a outras necessidades básicas”.

Andreia Cardoso conclui criticando o Orçamento apresentado pelo executivo regional para 2024, que foi reprovado na Assembleia Legislativa Regional na semana passada.

“De que adianta anunciar o Orçamento mais social de sempre, quando as famílias vivem substancialmente pior e com cada vez mais dificuldades? As políticas estão mal desenhadas, são pessimamente implementadas e produzem resultados miseráveis”, disse.

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