Projeto para emprestar berços ecológicos a bebés quer "nascer" em Évora


 

Lusa/Ao online   Nacional   5 de Ago de 2018, 12:02

O empréstimo de um berço ecológico a todos os bebés que nasçam no Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), durante os primeiros quatro meses de vida, está na génese de um projeto lançado por duas amigas.

Os berços serão produzidos através de "impressão em 3D" e com "recurso a materiais renováveis", nomeadamente "fibras celulósicas com origem em restos alimentares", explicou hoje à agência Lusa Maria João Rasga, uma das promotoras da iniciativa.

"Além de ser uma componente mais facilmente degradável no futuro, estamos a incutir também um pouco de educação ambiental neste projeto e, assim, sensibilizar as pessoas para as questões da diminuição da pegada ecológica", assinalou.

Por outro lado, a promotora do projeto sustentou que, a concretizar-se, será uma "medida igualitária", por ser destinada a todos os bebés, "independentemente da condição socioeconómica da mãe".

Inspirado no modelo finlandês, o denominado Banco de Berços (BaBe) pretende entregar a todos os bebés que nasçam na maternidade do HESE um berço que terá de ser devolvido ao fim de quatro meses para que outros recém-nascidos o possam usar.

Além do berço ecológico, o 'kit' a entregar é constituído também por um colchão com a forra de cortiça, material "autóctone do Alentejo", enxoval para a criança, roupa interior para a mãe, um tapete de atividades e um livro.

Maria João Rasga estimou que sejam necessários cerca de 300 berços ecológicos, tendo em conta que nascem no HESE cerca de 1.200 bebés por ano, frisando que, numa primeira fase, serão criados apenas 30 para perceber a aceitação das mães.

Promovido por Maria João Rasga e Anisa Shahidian, o BaBe, com um orçamento estimado de 200 mil euros, é uma das propostas apresentadas ao Orçamento Participativo Portugal (OPP) de 2018, estando em processo de votação até ao final de setembro.

A mesma promotora adiantou que já foi produzido "um protótipo" do berço, o qual mostra que "existe tecnologia no mercado" e que o projeto tem "pernas para andar", mas será necessário obter financiamento.

Maria João Rasgas disse esperar que "empresários e investidores possam pegar na ideia" e concretizá-la, no caso de o projeto não ser um dos escolhidos no âmbito do OPP e não obtiver recursos financeiros do Orçamento do Estado.



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