Proença exalta subida no ranking da UEFA e pede mudança no futebol português

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, destacou a subida ao sexto lugar do ranking europeu de clubes para justificar mudanças na modalidade, na abertura do primeiro Congresso do Futebol Português



No discurso de abertura, na Arena FPF, em Oeiras, o antigo árbitro começou por “destacar e elogiar o extraordinário trabalho realizado pelo clubes portugueses neste últimos anos, que ontem [quinta-feira], conseguiram, com planeamento, rigor, estratégia e por mérito próprio, recuperar o sexto lugar no ranking da UEFA”.

“É um passo importante para o futebol português, mas não pode ser encarado como um fim, em si mesmo. Este resultado exige responsabilidade e visão estratégica. É fundamental criar condições para uma maior competitividade interna, assegurar a sustentabilidade dos clubes e alinhar as nossas competições com as exigências do futebol europeu. Manter esta posição requer estabilidade; melhorá-la exige reformas, cooperação e ambição”, vincou.

Antes, Pedro Proença tinha dedicado as primeiras palavras deste evento aos territórios e vítimas da passagem por Portugal continental da depressão Kristin, com o milhar que enchia o pavilhão a respeitar um minuto de silêncio em homenagem, justificando ainda a ausência de elementos do Governo, devido à situação de calamidade.

“A FPF está e estará sempre disponível para, dentro das possibilidades, ajudar a população e já fizemos saber ao Governo e demais autoridades que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para auxiliar os territórios atingidos”, sublinhou.

Menos de um ano depois de ter sido eleito presidente da FPF, a 14 de fevereiro de 2025, Pedro Proença recordou que este congresso, lançado a 24 de maio de 2025, no Fórum do Futebol, “representa a conclusão de mais um compromisso do plano programático destes órgãos sociais”, tendo em vista a “reflexão profunda sobre o futebol português”.

“Hoje, podemos partilhar as mais de 120 propostas que sairão deste congresso e que irão lançar as bases para o futuro do futebol em Portugal”, vincou o dirigente, prometendo que esta organização vai “marcar uma era na história do futebol português e da FPF”.

Sem se referir ao plano Futebol 2030, lançado pelo seu antecessor Fernando Gomes, Pedro Proença assegurou que as “conclusões e propostas” apresentadas neste congresso devem servir de “ponto de partida para a apresentação do plano estratégico do futebol português 24-36”.

“Termino esta intervenção como a comecei. Este trabalho, esta caminhada só faz sentido se a fizermos juntos. Ajudem-nos a ser maiores, ajudem-nos a ganhar mais!”, rematou Proença, agradecendo o empenho de Manuel Nunes, antigo presidente da associação de Leiria, mentor deste congresso, que vai decorrer até sábado.

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