Inovação

Produção de fármacos mais rápida e barata vence dois prémios em Coimbra


 

Lusa/AOonline   Nacional   25 de Nov de 2008, 11:20

Um projecto que permite produzir fármacos de forma mais rápida e barata, com reflexos no preço ao consumidor, venceu os prémios InovCapital e IPN-Incubadora do concurso “Arrisca Coimbra 2008”, foi hoje anunciado.
A ideia de negócio, designada INOPHARMTEC, é apresentada por quatro jovens licenciados em Gestão, Engenharia Mecânica e Farmácia e um finalista de Engenharia Química da Universidade de Coimbra (UC).

    O concurso “Arrisca Coimbra 2008” é promovido pela UC, Associação Académica de Coimbra, Instituto Pedro Nunes (IPN)-Incubadora, CEC-Clube de Empresários de Coimbra e ACIC-Associação Comercial e Industrial de Coimbra.

    Uma segunda ideia de negócio, na área da produção de biodiesel, foi distinguida com o Prémio ACIC, que contempla a incubação gratuita da empresa na futura incubadora do Centro de Empreendedorismo e Inovação de Coimbra.

    O projecto vencedor dos prémios InovCapital e IPN-Incubadora propõe a prestação de serviços em engenharia e o desenvolvimento de tecnologias e processos para a síntese de produtos farmacêuticos, químicos ou alimentares.

    O equipamento já desenvolvido pelos jovens empreendedores permite “optimizar a separação de várias partículas muito pequenas do fármaco e a sua secagem, e a custos muito reduzidos”, disse à Lusa Jorge Figueira, coordenador do Gabinete de Apoio às Transferências do Saber (GATS) da Universidade de Coimbra.

    Na prática, é acelerado o processo de fabrico de medicamentos, produtos químicos ou alimentares, “reduzindo-se os custos de produção de forma substancial”, entre 30 a 50 por cento.

    “Os fármacos são produzidos a menores custos, podendo ser vendidos ao consumidor final a preços mais baratos”, sublinhou Jorge Figueira.

    Na ideia de negócios, é sublinhado que “as partículas, bem como os seus processos de produção, são fundamentais na síntese de fármacos, próteses e biomateriais ou compostos alimentares”.

    O Prémio InovCapital é de cinco mil euros e o Prémio IPN-Incubação contempla a instalação inicial gratuita da empresa no Instituto Pedro Nunes, bem como o apoio na elaboração do plano de negócios.

    O conceito de negócio vencedor do Prémio ACIC, criado por dois recém-licenciados em Engenharia Mecânica, apresenta uma parceria com uma autarquia do interior da Região Centro, para produção de biodiesel a partir de desperdícios de óleos alimentares.

    A empresa a constituir responsabiliza-se pela recolha de óleo alimentar usado em cantinas, restauração e particulares e pela sua transformação em biodiesel.

    A autarquia beneficiará de “combustíveis a preço mais baixo, poderá reduzir os custos no tratamento das águas das ETAR e ficará associada a uma política ecológica”, refere a ideia de negócio.

    “A ideia em si não é propriamente inovadora, mas os promotores apresentam um conjunto de parcerias que garantem uma carteira de encomendas na fase de arranque interessante”, considerou o coordenador do GATS.

    Com uma menção honrosa foi distinguida uma terceira ideia de negócio, apresentada por um recém-licenciado em mecânica, de 50 anos, com experiência na área dos moldes e formação em escultura.

    O conceito de negócio, que, segundo Jorge Figueira, “requer ainda algum amadurecimento”, contempla a reprodução de formas de arte, por digitalização, para posterior duplicação das mesmas.

    Trata-se de um “processo inovador de fabrico de estruturas decorativas para monumentos, prédios e fachadas, que conjuga a arte com a moldagem”, explicou aquele responsável.

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