Prodi contra diminuição eurodeputados face a França e Reino Unido


 

Lusa / AO online   Internacional   18 de Out de 2007, 21:54

O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, insistiu esta quinta-feira, em Lisboa, que recusa qualquer mudança do número de eurodeputados do seu país, embora tenha mantido a porta aberta para um acordo nas próximas horas.
Prodi confirmou a posição italiana sobre a distribuição dos assentos no Parlamento Europeu, a partir de 2009, pouco antes do início da Cimeira de Lisboa, que arrancou hoje e termina sexta-feira, na qual os chefes de Estado e de Governo dos 27 vão tentar chegar a acordo sobre o futuro Tratado Reformador da UE.

    O primeiro-ministro sublinhou que a posição da Itália é "muito clara" sobre a manutenção da paridade de deputados europeus com a França e o Reino Unido (78 lugares cada actualmente). "Nas próximas horas é necessário encontrar alguma saída e será essa a nossa tarefa", acrescentou Romano Prodi, anterior presidente da Comissão Europeia.

    A insistência da Itália em não aceitar a nova distribuição de eurodeputados, baseada no critério do número de habitantes de cada Estado-membro, é actualmente um dos obstáculos à obtenção na Cimeira de Lisboa de um compromisso dos 27 sobre o Tratado que substituirá a fracassada Constituição Europeia.

    Prodi propõe, em alternativa, um critério baseado no número de cidadãos de cada país e não apenas na contagem de população "residente".

    O primeiro-ministro negou também que a presidência portuguesa da União Europeia tenha apresentado alguma proposta para solucionar o impasse.

    Os 27 Estados-membros da União Europeia esperam chegar a um acordo comum e satisfatório para todos no decurso da Cimeira de Lisboa, que termina sexta-feira.

    Se o texto do Tratado for aprovado, ficam estabelecidos novos critérios de representação de cada país no PE e a Itália passa a ter 72 assentos parlamentares (em vez dos anteriores 78), menos dois do que a França e menos um do que o Reino Unido.

    O primeiro-ministro português, José Sócrates, já destacou a necessidade de aprovação do Tratado durante a Cimeira, para "mostrar ao mundo que a Europa avança".

    Por seu lado, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou à "boa vontade" dos líderes da UE para levar a bom porto o Tratado Reformador, substituto do abandonado Tratado Constitucional (que foi chumbado em referendos em França e Holanda, em 2005).
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