Assistência espiritual e religiosa nos hospitais

Primeiro-ministro admite alterações ao documento


 

Lusa / AO online   Nacional   4 de Out de 2007, 15:15

O primeiro-ministro, José Socrates, admitiu hoje em Lisboa alterações ao documento que regulará a assistência espiritual e religiosa nos hospitais e adiantou que o assunto esta ainda em fase de diálogo.
    O projecto de diploma, referiu, é uma base de trabalho para um diálogo que está a decorrer podendo sempre existir ajustamentos e melhoramentos.

    "Desse diálogo tenho certeza que nascerá uma solução melhor, à altura dos interesses de Portugal, dos imperativos constitucionais e do que decorre da concordata", disse José Sócrates sem especificar.

    José Sócrates falava à saída de um encontro em Lisboa com o Conselho das Conferências Episcopais Europeias onde participou na qualidade de presidente em exercício do Conselho da União Europeia.

    O projecto de regulamentação da assistência espiritual e religiosa nos hospitais do serviço nacional de saúde apresentado pelo Ministério da Saúde tem gerado alguma controvérsia.

    A Coordenação Nacional das Capelanias Hospitalares (CNCH) criticou o documento na passada quinta-feira referindo que "retira faculdades à Igreja Católica em vez de proporcionalmente as conceder a todos".

    Entretanto na terça-feira, o Cardeal-Patriarca de Lisboa defendeu que o projecto de diploma do governo sobre assistência espiritual e religiosa nos hospitais revela um desconhecimento do papel da pastoral da igreja, admitindo contudo que o dossier está ainda no início e numa fase delicada.

    Hoje, questionado pelos jornalistas, o primeiro-ministro referiu que o assunto "vai ficar resolvido dentro daquilo que é a Constituição Portuguesa e a Concordata assinada entre o Estado português e a Santa Sé" e que a matéria será totalmente tratada pelo ministro da Saúde.

    "Estas são as referências jurídicas importantes para resolver os assuntos. Eu, tal como o cardeal-patriarca, acredito no diálogo e tenho a certeza que se resolverá dentro daquilo que é a constituição", disse.

    O projecto de diploma, adiantou, é uma base de trabalho para um diálogo que está a decorrer podendo sempre existir ajustamentos e melhoramentos.

    "Desse diálogo tenho certeza que nascera uma solução melhor, à altura dos interesses de Portugal, dos imperativos constitucionais e do que decorre da concordata", disse.
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