Energia

Presidente da Galp defende nuclear e renováveis


 

Lusa/AOonline   Economia   21 de Out de 2008, 16:59

O presidente-executivo da Galp Energia defendeu que a questão do fim do petróleo só se deve colocar no século XXII e que até lá tem de ser repensar a energia nuclear e maximizar a utilização das renováveis.
“O pico do petróleo há-de acontecer e há quem diga que será entre os 150 e os 180 milhões de barris diários, mas mesmo depois disso a produção será reduzida em 10 por cento ao ano, o que nos atira para o século XXII”, afirmou Ferreira de Oliveira durante o Fórum de Energia do Diário Económico.

    O presidente-executivo da Galp defende que não existem factores geopolíticos, ambientais, de custos ou de recursos para antecipar o fim da era do petróleo.

    Na questão ambiental, o responsável considera que apesar do petróleo não ser “o combustível mais contaminante”, não tem dúvidas que “na próxima década será encontrada uma solução para as emissões de C02”.

    “O que temos de fazer é maximizar o uso das energias renováveis e pensar ou repensar o nuclear. Em termos ambientais não vejo razão para falar do fim do petróleo”, afirmou.

    “A fusão nuclear é um grande projecto que será bom para a humanidade se for bem sucedido”, disse.

    Ferreira de Oliveira defendeu também que não há factores geopolíticos que justifiquem “a obsessão com o fim do petróleo” e, relativamente aos custos, afirmou que o petróleo é “mais barato que a água mineral”.

    “Há petróleo que se produz a dois dólares o barril e o mais marginal poderá custar entre 25 a 30 dólares o barril”, afirmou.

    Quanto às renováveis, Ferreira de Oliveira defendeu a sua competitividade.“Deviam dedicar-se recursos à investigação e desenvolvimento para permitir que as energias renováveis se tornassem competitivas e não precisassem de subsídios e apoios”, defendeu.

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