PPM teme por contas da SATA, executivo dos Açores quer estabilizar empresa

PPM teme por contas da SATA, executivo dos Açores quer estabilizar empresa

 

Lusa/AO Online   Regional   10 de Set de 2019, 13:14

O PPM/Açores disse hoje temer um "novo desastre nas contas do segundo trimestre" da transportadora aérea SATA, com o Governo Regional a responder que há trabalho diário rumo a um "percurso de estabilização da empresa e da sua operação".

Em interpelação do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores, o parlamentar monárquico Paulo Estêvão lembrou que o grupo SATA "somou, entre 2014 e o primeiro trimestre de 2019, mais de 200 milhões de euros de prejuízos", um "desastre de enorme dimensão".

Para o deputado, o problema da gestão da empresa reside "no controlo e na tutela que o PS exerce" sobre a mesma, pelo que é necessária uma "solução política" que passa "pela urgente remoção do PS/Açores" do poder na região.

Na primeira resposta ao deputado do PPM, a secretária regional com a tutela dos Transportes, Ana Cunha, sublinhou que de janeiro a agosto deste ano foram realizados pela SATA Air Açores - que opera dentro do arquipélago, nas nove ilhas - "mais 376 voos do que em período homólogo no ano transato".

"No que à SATA Internacional respeita, neste período foram efetuados mais 12 voos no seu total. Não menosprezemos a SATA. Não sejamos indiferentes ao seu serviço a favor da região. Não desconsideremos nem sejamos indiferentes, noutro nível, aos constrangimentos que afetam a acessibilidade de todos os açorianos", disse ainda Ana Cunha.

O grupo SATA registou prejuízos de 20,84 milhões de euros nos primeiros três meses deste ano (16,85 milhões na Azores Airlines, que faz as ligações para fora da reunião, e 3,99 milhões na SATA Air Açores), de acordo com informações enviadas à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, no início de julho.

Em 2018, a companhia aérea pública açoriana tinha registado um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017.

Na apresentação das contas, o presidente da empresa, António Teixeira, manifestou a intenção de baixar os prejuízos em 2019 para cerca de metade do registado em 2018.


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