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Açores/Eleições
PPM diz que coligação de direita tem melhores condições para governar

O líder do PPM/Açores defendeu que a coligação que integra com PSD e CDS-PP tem melhores condições para governar a região, mostrando-se confiante de que terá apoio parlamentar para garantir estabilidade durante a legislatura.

PPM diz que coligação de direita tem melhores condições para governar

Autor: Lusa/AO Online

“Confirmámos a constituição de uma coligação governamental com o PSD e o CDS-PP para a próxima legislatura, que é uma solução que tem mais votos e mais deputados que o Partido Socialista. Consideramos que, neste momento, temos melhores condições do que o Partido Socialista para constituir governo e que deve ser nomeado o dr. José Manuel Bolieiro [líder do PSD/Açores]”, avançou Paulo Estêvão, em declarações aos jornalistas.

O líder regional do PPM falava à saída de uma audiência com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira.

Pedro Catarino já tinha ouvido antes o porta-voz do PAN/Açores e o líder regional do Iniciativa Liberal, estando previstas para hoje ainda audiências com os representantes de BE, Chega e CDS-PP.

No sábado, receberá os representantes dos dois partidos mais votados, PSD e PS.

O Partido Socialista venceu as eleições legislativas regionais dos Açores, no dia 25 de outubro, mas perdeu a maioria absoluta, que detinha há 20 anos, elegendo apenas 25 deputados.

O PSD foi a segunda força política mais votada, com 21 deputados, seguindo-se o CDS-PP com três.

Chega, BE e PPM elegeram dois deputados e Iniciativa Liberal e PAN um cada.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos têm 26 deputados, já anunciaram um acordo de governação, mas necessitam de 29 deputados para alcançar uma maioria absoluta.

O Chega anunciou hoje que “vai viabilizar o governo de direita nos Açores”, após ter chegado a um acordo com o PSD em “vários assuntos fundamentais” para a Região Autónoma e para o país.

O PAN reiterou que não viabilizará uma solução governativa na região que envolva o Chega, mas o Iniciativa Liberal admitiu vir a fazer um acordo de incidência parlamentar com a coligação de direita, caso sejam aceites as reivindicações do partido.

Paulo Estêvão não quis revelar pormenores sobre as negociações que ainda decorrem com outros partidos, mas questionado sobre se estava confiante num apoio parlamentar que permita à coligação de direita governar com estabilidade respondeu afirmativamente.

“Queremos garantir que se forma um governo e que esse governo tem condições para ser estável. É um governo que põe termo a uma hegemonia do Partido Socialista de 24 anos. Interpretamos que a população votou maioritariamente na mudança, que quer a mudança e consideramos que essa mudança é essencial para alterar políticas, que estavam com grande insucesso”, frisou.

Questionado sobre declarações de dirigentes do Chega que apontavam para um possível chumbo da solução governativa de direita, nos últimos dias, o líder regional do PPM disse que o que importa é a mensagem que será transmitida hoje pelo partido ao representante da República.

“Em todos os processos negociais todos os partidos marcam as suas posições e tentam conquistar as suas posições no âmbito das negociações. O que é importante é que há um momento para isso e depois há um momento da definição e este é o momento da definição”, frisou.

Sobre o Chega, disse ainda que só teve “contacto” com “os dirigentes regionais” do partido, nas negociações, que decorreram nos últimos dias.

Já as negociações com PSD e CDS-PP, para formação da coligação de governo, foram “muito fáceis”, segundo Paulo Estêvão, porque os três partidos têm “um relacionamento político muito próximo de décadas”.

De acordo com o Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, cabe ao representante da República nomear o presidente do Governo Regional "tendo em conta os resultados das eleições", mas só depois de ouvir os partidos políticos representados no parlamento.

A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores integra 57 deputados e terá pela primeira vez oito forças políticas representadas.

A instalação da Assembleia Legislativa está marcada para o dia 16 de novembro. Habitualmente, o Governo Regional toma posse, perante o Parlamento, no dia seguinte.


 
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