Portugueses são dos europeus com a visão mais negativa


 

Lusa/AO online   Economia   29 de Set de 2008, 18:29

Os reformados portugueses são, a par dos italianos, os europeus com a visão mais negativa da reforma, associando-a à "morte", "velhice", "doença" e a "dificuldades financeiras", conclui um estudo realizado pela Axa hoje divulgado.
Segundo o estudo Barómetro Reforma 2008, realizado pelo quarto ano consecutivo em 26 países, Portugal pertence ao grupo de países onde a reforma é associada a um baixo nível de vida.

    "Do total de reformados inquiridos, 46 por cento encara a reforma como uma fase de deterioração do nível de vida. Apenas 9 por cento diz o contrário", refere o estudo.

    Entre os activos, a expectativa de que o nível de vida decaia com a reforma também é dominante, ronda os 50 por cento, acrescenta.

    Comparando resultados anteriores, a Axa conclui também que os portugueses confiam cada vez menos numa melhoria do nível de vida após deixarem a vida activa. "A descrença é particularmente evidente entre os reformados das classes sociais mais baixas. Na realidade, apenas três em cada dez reformados dizem gozar de um valor de reforma suficiente", aponta.

    Muito aquém da média do estudo e da Europa Ocidental, os portugueses são os que menos conforto retiram da reforma, refere a Axa.

    De acordo com a análise realizada, e quando questionados sobre a satisfação das necessidades financeiras na aposentação, seis em cada dez reformados portugueses respondem auferir de uma pensão inferior ao último salário.

    Em média, referem os autores do estudo, cada reformado recebe 646 euros mensais, o que é insuficiente para cobrir despesas que atingem, em média, 755 euros.

    A seguir à Hungria (300 euros) e à República Checa (331 euros), Portugal é o país europeu onde as pensões são mais baixas, concluem.

    Quanto ao défice entre o rendimento e as necessidades, de acordo com a Axa, Portugal é ultrapassado pela Hungria, França e Bélgica, os dois últimos com um valor médio da reforma superior.

    Ainda assim, 60 por cento dos reformados portugueses afirma ser feliz, pesando o facto de ter rendimentos suficientes, ter prevenido antecipadamente a reforma, mas também estar de boa saúde, refere.

    De acordo com a Axa, os reformados portugueses pararam de trabalhar aos 60 anos, em média, perto da idade que consideram ideal (61 anos).

    Globalmente, a população activa de todos os países revela o desejo de se reformar cedo (aos 58 anos em Portugal), ao contrário do que tem sido tendência na realidade, conclui.

    Para este novo período da vida, acrescenta, os reformados portugueses pouparam, em média, cerca de 230 euros.

    O montante, segundo os resultados do estudo, está acima dos países da Europa do Sul (Itália e Espanha), embora os seus rendimentos sejam significativamente mais baixos. 

   


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