Portugal já atingiu média europeia no tratamento de enfartes

Portugal já atingiu média europeia no tratamento de enfartes

 

Lusa/AO Online   Nacional   24 de Set de 2013, 08:41

Portugal já atingiu a média europeia na realização do mais eficaz tratamento para os enfartes, fazendo num ano mais de 300 angioplastias primárias por milhão de habitantes, segundo dados da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

 

Há cerca de cinco anos, Portugal situava-se quase no fim da lista dos países quanto à taxa de angioplastias primárias, com perto de 200 intervenções destas por cada milhão de habitantes.

“Em meados e finais da década passada aparecíamos como um dos países com pior performance a nível europeu. Em 2011 aparecemos já dentro da média, nomeadamente ao lado da Bélgica, Dinamarca, França”, declarou à agência Lusa o presidente da APIC, Hélder Pereira.

A nível internacional é considerado que se a maioria dos doentes com enfarte for tratado com a intervenção mais eficaz (a angioplastia) serão feitas 600 intervenções por ano e por milhão de pessoas.

Portugal, com pouco mais de 300 angioplastias por milhão, está no 21.º lugar em 37 países, segundo dados apresentados este mês a nível europeu, quando em 2008 estava em 23.º lugar mas em apenas 26 países.

Na lista atual mais recente, com dados de 2011, na frente surgem Holanda (com mais de 900 angioplastias por milhão), a Áustria (com 700) e a Alemanha (com cerca de 650).

“Entre os países europeus, Portugal tem uma excelente rede de hospitais com angioplastia (20 unidades), uma muito boa rede de autoestradas e o transporte pré-hospitalar melhorou muito. O principal problema continua a ser o doente com enfarte não reconhecer os sintomas, demorando muito a pedir ajuda e não ligando diretamente para o INEM”, explicou à Lusa o cardiologista Hélder Pereira.

Num enfarte agudo do miocárdio cada minuto conta e por cada meia hora que se perde a mortalidade relativa hospitalar aumenta 10%.

Dados da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) referem que, em 2012, ocorreram em Portugal 23 mil mortes por doenças cardiovasculares, das quais 16 mil por AVC e 7.000 por enfarte do miocárdio.

 


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