Polícia Judiciária diminui número de detenções em 2007

Polícia Judiciária diminui número de detenções em 2007

 

Luís Pedro Silva   Regional   25 de Out de 2007, 11:36

O número de detenções efectuadas pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária de Ponta Delgada diminui 49 por cento, durante os primeiros seis meses de 2007, comparativamente ao período homólogo do ano anterior.
Os dados revelam que houve 55 detenções, no primeiro semestre de 2006, contra 28 efectuadas em 2007.

Um número que poderá ser explicado pela diminuição das detenções por crimes de abusos sexuais de menores, que representaram uma grande parcela das detenções, desde 2004, na PJ de Ponta Delgada.

Mas, também o facto do número de detenções ter diminuído pelo crime de tráfico de estupefacientes, outro importante factor estatístico na Judiciária, ajuda a explicar a quebra.

De acordo com a informação recolhida a quebra nas detenções poderá estar relacionada com o tipo de processos que deram entrada nos primeiros seis meses deste ano, mas também devido ao tempo de investigação destinado a cada inquérito.

Por exemplo, muitas vezes em processos de crime económico ou tráfico de estupefacientes é necessário recolher e analisar diversas informações para depois se avançar com pedidos de buscas domiciliárias ou escutas telefónicas.

Neste âmbito, o número de buscas efectuadas pela Polícia Judiciária nos Açores, aumentou 89 por cento, de 56 para 106, enquanto a percentagem de vigilâncias subiu 15,9 por cento, de 289 para 335.

Relativamente ao número de processos entrados também houve uma subida de 3,4 por cento, de 203 para 210.

Os inquéritos pendentes diminuíram 3,5 por cento, de 421 para 406.

Enquanto os inquéritos que foram concluídos baixaram de 1,5 por cento, de 194 para 191. Os processos que saíram da Polícia Judiciária com proposta de acusação para o Ministério Público também baixaram, 24 por cento, passando de 83 para 63.

Neste caso, convém, explicar que nem todos os processos seguem com proposta de acusação, porque compete ao Ministério Público formalizar a acusação, situação que a Judiciária, apenas concretiza quando existem fortes suspeitas.
Sobre o número de comparências em tribunal para prestar declarações, como testemunhas, o número de intervenções nos investigadores da PJ de Ponta Delgada subiu 60 por cento, passando de 23 para 37.

Sobre o número de pessoal de investigação criminal o departamento de Ponta Delgada, juntamente com a Direcção Central de Investigação ao Tráfico de Estupefacientes (DCITE), foram os únicos que aumentaram o número de funcionários, no caso dos Açores, com a entrada de um inspector-chefe.

Actualmente, de acordo, com os indicadores oficiais existem 33 elementos ligados à investigação criminal afectos ao DIC de Ponta Delgada, onde 29 são inspectores, que trabalham nas três brigadas existentes e existe um pequeno grupo na extensão de Angra do Heroísmo, ilha Terceira.

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