Poesia à solta em Angra do Heroísmo

Poesia à solta em Angra do Heroísmo

 

Susete Rodrigues/AO Online   Cultura e Social   26 de Mar de 2019, 16:32

Com o objetivo de celebrar a poesia, está a decorrer em Angra do Heroísmo,até ao próximo dia 30 de março, o SMOG-Poesia, evento que tem levado a poesia às ruas, bares, restaurantes, autocarros e outros locais emblemáticos da cidade património mundial.

Levado a cabo pelo Instituto Açoriano de Cultura, o evento visa divulgar poetas açorianos e de a fazer chegar a toda a população. De acordo com comunicado, o IAC pediu a “António de Névada e Luísa Ribeiro que selecionassem poetas e poemas, para os autocarros, para os bares, cafés e restaurantes. Poetas dos Açores, portugueses e de todo o mundo. Por isso recordamos Mário Cabral (1963-2017), que passou pela cidade como um cometa, prestando-lhe uma homenagem, e recordamos Turlu (Maria Angelina de Sousa, 1907-1987), que encantou sucessivas gerações de açorianos. Pedimos a Nuno Moura (poeta, performer e editor) que viesse até Angra para uma residência artística”.


A organização do evento refere ainda que “como a poesia também é feita por leitores, contamos com Madalena Ávila, que fez a escolha dos poemas para o Estabelecimento Prisional de Angra do Heroísmo e com vários atores que a interpretarão em diferentes locais de Angra, na rádio e na televisão”.


Fernando Pinto do Amaral (poeta, crítico e professor) e Pedro Mexia (poeta, crítico e editor), irão partilhar experiências e livros na Biblioteca e Arquivo Luís da Silva Ribeiro. Integrado neste evento, o IAC leva a cabo a exibição, pela primeira fez nos Açores, do filme “Só dez por cento é mentira”, de Pedro Cézar, sobre Manoel de Barros.


Associado ao evento está também a exposição/instalação de vídeo “Nuvens”, da artista Diana Coelho. “Nuvens” é uma instalação sobre o “caminho para a imaterialidade ou um ensaio sobre um palco antigravitacional e sobre o peso/leveza em formato de vídeo-instalação, na qual a audiência é a própria forma performativa e que confirma também esta contaminação entre géneros e artes”, lê-se na nota do IAC.

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