Plano de transferência de poder no Egipto prevê retoma dos trabalhos no Parlamento em 2012


 

Lusa / AO online   Internacional   2 de Out de 2011, 12:25

Os militares que dirigem o Egipto desde o derrube do presidente Hosni Mubarak divulgaram hoje à imprensa egípcia que o parlamento vai retomar os trabalhos no próximo ano, segundo o calendário para transferir o poder para um governo civil.
Segundo a imprensa, o plano do Conselho Supremo das Forças Armadas estabelece que a Assembleia do Povo, câmara baixa do parlamento egípcio, se reúna em sessão na segunda metade de janeiro de 2012, imediatamente após o anúncio dos resultados das eleições legislativas marcadas para novembro/dezembro.

O conselho consultivo, a câmara alta do parlamento, deverá começar os trabalhos a 24 de março, de acordo com o mesmo plano, citado pela agência Ria Novosti.

Na última semana de março/primeira de abril, ambas as câmaras parlamentares vão realizar uma sessão conjunta para eleger o comité que vai redigir o projeto de Constituição – processo cuja duração não é mencionada no plano divulgado pelos militares.

Depois de concluído o projeto de Constituição, os militares comprometem-se a realizar um referendo para aprovar a nova lei fundamental.

A campanha para as eleições presidenciais arrancará no dia seguinte à divulgação dos resultados desse referendo.

As eleições presidenciais realizar-se-ão no prazo de 45 a 60 dias após a aprovação da Constituição e depois disso os militares transferirão o poder para as autoridades civis.

A divulgação deste plano surge num contexto de progressivo aumento da insatisfação popular face à forma como o poder está a ser conduzido pelo Conselho Supremo das Forças Armadas.

A Praça Tahrir, no centro do Cairo e foco do movimento que culminou no derrube do presidente Hosni Mubarak em fevereiro, continua a acolher regulares manifestações semanais dos partidos da oposição.

Com a chegada ao poder dos militares, o Conselho Supremo das Forças Armadas dissolveu o parlamento e deu início ao processo de criação de uma nova Constituição.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.