Plano de sustentabilidade da RTP permite poupar 180 milhões de euros

Plano de sustentabilidade da RTP permite poupar 180 milhões de euros

 

Lusa/Aonline   Nacional   9 de Nov de 2011, 15:59

O plano de sustentabilidade económica e financeira da RTP permitirá uma redução de custos entre os 180 e os 190 milhões de euros, o que significa que poderemos respeitar o objetivo que o Governo “pretendia”, garantiu hoje Guilherme Costa.

O presidente do conselho de administração do canal público de televisão afirmou hoje na comissão parlamentar para a Ética, Cidadania e Comunicação que o plano permite “reduzir os custos operacionais da atividade nacional, incluindo os custos financeiros, a um valor na ordem dos 180, 190 milhões, o que quer dizer que, com as receitas comerciais [na ordem dos 30 milhões de euros anuais], e com os fundos públicos, a RTP poderá alcançar a sustentabilidade que se pretendia”.

Guilherme Costa explicou aos deputados “os pressupostos” que estão por detrás do plano proposto pela administração da RTP ao Governo e aprovado pelo Conselho de Ministros no passado dia 24 de outubro.

“O plano solicitado em meados de agosto tinha três pressupostos políticos explícitos: uma redução muito significativa dos fundos públicos atribuídos anualmente, devendo situar-se o mais próximo possivel dos 150 milhões por ano”, começou por explicar o gestor.

Depois, acrescentou Guilherme Costa, “a RTP devia reestruturar-se, de forma a permitir a alienação de um dos seus canais. Finalmente, o novo serviço devia ter como prioridade a informação e dimensão internacional, embora incluindo conteúdos de entretenimento”, doseados e adaptados aos seus públicos alvo, acrescentou.

O presidente da administração da RTP explicitou as principais “linhas de força” do plano proposto, que passaram, disse, pela “redução de custos”; “redução do portefólio de atividades e serviços da RTP”; não afetação da “lógica de existência de um serviço público de media, tendo em conta as limitações financeiras do país”; e um novo ciclo de sustentabilidade com uma “nova estrutura de capitais próprios sustentável”.

Os trabalhos da administração da RTP, disse ainda Guilherme Costa, enfrentaram várias “dificuldades”, pontuando o da RTP ser “uma empresa fortemente integrada, não um somatório de canais e antenas”. A RTP Internacional, deu como exemplo, das 7860 horas de programação anual, “apenas 63 horas” são programação própria do canal, ou a RTP África, das 7987 horas de programação, 2710 horas são programação própria. “Não podíamos perder esta base quando um dos grandes objetivos era a atividade internacional”, explicou o gestor.

 


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