Apito Dourado

Pinto da Costa senta Estado português no banco dos réus por alegada detenção ilegal


 

Lusa/Ao online   Nacional   4 de Dez de 2007, 07:14

O Tribunal de Gondomar começa hoje o julgamento de um processo cível intentado contra o Estado pelo presidente do FC Porto, Pinto da Costa, que reclama 50 mil euros de indemnização por alegada detenção ilegal.
A detenção ocorreu, em fins de 2004, para um interrogatório relacionado com o caso Apito Dourado.

    Na acção, o presidente dos “azuis-e-brancos” refere ter sofrido um tratamento "vexatório aplicado pelas autoridades" e "danos elevados na sua imagem".

    O início do julgamento esteve marcado para 27 de Novembro, tendo sido adiado para hoje por imperativos de agenda e também para criar condições, em diversos tribunais, que possibilitem a audição de algumas testemunhas arroladas através de videoconferência.

    Jorge Nuno Pinto da Costa esteve no Tribunal de Gondomar sob detenção na tarde de 03 de Dezembro de 2004.

    A leitura do mandado de detenção foi-lhe feita, a meio da tarde, por dois inspectores da PJ e vigorou por escassa meia hora, até que a juíza de instrução Ana Cláudia Nogueira decidiu adiar o interrogatório para a terça-feira seguinte, 07 de Dezembro.

    Pinto da Costa ficou desde logo sujeito à medida de coacção mínima (termo de identidade e residência).

    O presidente do FC Porto viria a ser indiciado por cinco crimes, dois de corrupção desportiva activa, dois de tráfico de influências e um de cumplicidade em falsificação de documentos.

    Foi-lhe fixada uma caução de 125 mil euros e a proibição de contactar com Valentim Loureiro, Pinto de Sousa, o empresário de futebol António Araújo, Adelino Caldeira, Lourenço Pinto, árbitros e dirigentes de órgãos sociais da Liga de Clubes e da FPF ligados à arbitragem ou disciplina.

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