Açoriano Oriental
Pinto da Costa muda cinco dos seis vice-presidentes na recandidatura ao FC Porto

 A candidatura encabeçada pelo atual presidente do FC Porto, Pinto da Costa, às eleições dos vice-campeões nacionais de futebol, em 27 de abril, oficializou hoje cinco mudanças em relação ao atual elenco diretivo de seis vice-líderes.

Pinto da Costa muda cinco dos seis vice-presidentes na recandidatura ao FC Porto

Autor: Lusa /AO Online

Cinco semanas depois de ter apresentado António Oliveira, ex-futebolista e treinador dos ‘dragões’ e atual acionista da SAD ‘azul e branca’, o empresário João Rafael Koehler e a ortopedista Marta Massada, o líder deu conta das promoções de Nuno Namora, ‘vice’ da Mesa da Assembleia Geral, e de Vítor Hugo, vogal para o departamento de basquetebol.

Esse quinteto será ladeado por Vítor Baía, antigo guarda-redes internacional português e administrador da SAD, que é o único ‘resistente’ do atual lote de vice-presidentes do FC Porto, enquanto Adelino Caldeira, Fernando Gomes, Américo Amorim ou Paulo Mendes estão definitivamente de saída e Alípio Jorge Fernandes vai passar para vogal do bilhar.

“Houve rejuvenescimento e uma aceleração no caminho que temos a percorrer. É natural que, por vezes, as pessoas se cansem. Fernando Gomes teve um ótimo trabalho, mas já me tinha dito há um ano que a sua saída era certa. Tive de preparar uma nova equipa e, como ele saiu, aproveitei para fazer isso no setor financeiro. Resolvi alterar tudo com um princípio de mais modernidade, maior progresso e o mesmo rigor”, frisou Pinto da Costa.

Designado como administrador para a área financeira dos ‘dragões’ em 2014, Fernando Gomes terá como sucessores João Rafael Koehler, na esfera do clube, e José Fernando Figueiredo, economista e consultor sénior do Banco Mundial, no âmbito da SAD, caso o presidente ‘azul e branco’ seja reeleito para um 16.º mandato consecutivo em 27 de abril.

“A união foi um fator essencial e fundamental para as nossas vitórias. No dia a seguir às eleições, a minha maior preocupação será essa. Não será difícil unir-nos, porque não irei pensar em unir as redes sociais. Essas não têm cara e eu não sei falar com pessoas que não têm cara. Quero unir os verdadeiros portistas. É uma promessa que vos faço. Vamos fazer de tudo para que voltemos a estar todos unidos. Assim, seremos mais fortes. Daqui a quatro anos, pretendemos que o FC Porto seja ainda maior do que é hoje”, direcionou.

O advogado Nuno Namora foi escolhido para desempenhar funções na área jurídica, em substituição do homólogo Adelino Caldeira, que fazia parte da SAD há cerca de 30 anos.

Já António Borges, Eurico Pinto e Luís Fernandes mantêm-se como vogais diretivos para os departamentos de andebol, hóquei em patins e natação, respetivamente, num elenco complementado por Alípio Jorge Fernandes e Rodrigo Barros, novo responsável para o voleibol feminino, cujo cargo de provedor do sócio será desempenhado por Rita Moreira.

José Lourenço Pinto volta a ser cabeça de lista para a liderança da Mesa da Assembleia Geral pela candidatura de Pinto da Costa, que apostou em Ricardo Valente, vereador da Câmara Municipal do Porto, para suceder a Jorge Guimarães na liderança do Conselho Fiscal e Disciplinar, sendo que Américo Aguiar, cardeal e bispo de Setúbal, foi o primeiro elemento indicado para o Conselho Superior, único órgão ‘azul e branco’ não executivo.

O presidente do FC Porto recandidata-se pela última vez às eleições, que decorrerão no Estádio do Dragão, e reconheceu o desejo de dar lugar a alguém com a mesma paixão.

“André Villas-Boas já disse que não é candidato daqui a quatro anos. Ou é [eleito] agora ou volta para os carros. Seja quem for, terá o meu apoio, desde que sinta que vem para servir o FC Porto”, comentou, em alusão a um dos dois adversários no próximo sufrágio.

As eleições dos órgãos sociais do FC Porto para o quadriénio 2024-2028 são disputadas por três candidaturas, lideradas por Pinto da Costa (lista A), André Villas-Boas (B), antigo treinador da equipa de futebol, e Nuno Lobo (C), empresário e professor, incluindo ainda uma lista independente ao Conselho Superior comandada por Miguel Brás da Cunha (D).


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