Face à concorrência espanhola

Pinho não garante protecção às construtoras

Pinho não garante protecção às construtoras

 

Lusa/AOonline   Economia   10 de Nov de 2008, 11:51

O ministro da Economia não se comprometeu com qualquer apoio às construtoras portuguesas para enfrentar concorrentes espanholas em Portugal, afirmando apenas que o Governo apoiará o investimento de "todas as empresas, sem distinção".
"A conjuntura internacional é muito difícil e, mais do que nunca, o Governo está empenhado em apoiar o investimento", afirmou Manuel Pinho, acrescentando que, "quando se trata de promover o investimento, não há esquerda ou direita, Norte e Sul".

    Garantindo que "o Governo quer apoiar todas as empresas, sem distinção", o ministro não se comprometeu com qualquer apoio específico ao sector da construção.

    "Acredito que as empresas portuguesas de construção são suficientemente fortes para concorrer e para o fazerem cada vez melhor", disse à margem de uma cerimónia de apresentação de mil milhões de euros de investimento em Gaia, que hoje decorreu no Porto.

    Manuel Pinho reagia assim ao apelo do presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) que, hoje, em declarações à TSF, pediu ao Governo para "proteger" as empresas portuguesas face à previsível concorrência acrescida das construtoras espanholas que tentarão fugir da crise em Espanha.

    "Até agora as empresas espanholas não recorriam muito ao mercado português, na medida em que tinham um mercado próspero, mas actualmente com a crise que existe em Espanha e com o volume de obras que Portugal anuncia é natural que as empresas espanholas queiram fazer concorrência às portuguesas", sustentou Reis Campos.

    Embora admitindo que "o mercado europeu é livre e tem regras comunitárias", Reis Campos recordou que "as empresas espanholas também sabem fazer com que as empresas portuguesas não entrem no mercado".

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