PIB deverá recuar 2% em 2009 na Alemanha

 PIB deverá recuar 2% em 2009 na Alemanha

 

Lusa/AO Online   Economia   10 de Dez de 2008, 11:33

A Alemanha viverá em 2009 a recessão mais grave da sua história, alertou o Instituto de Economia da Renânia-Westfália (RWI), que prevê uma queda de 2 por cento do PIB em 2009, no relatório anual apresentado hoje, em Essen.

O prognóstico do RWI, um dos mais importantes institutos de pesquisa da Alemanha, é mais céptico do que o do Bundesbank, (banco central) que na semana passada falou de um recuo de 0,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, o que representaria, mesmo assim, a maior queda do crescimento económico dos últimos 15 anos.

    “A crise financeira afecta a economia mundial muito mais do que se previa”, é a justificação apresentada no documento do RWI para o seu parecer mais pessimista, depois de em finais de Setembro ainda ter previsto um crescimento de 0,7 por cento em 2009.

    A confirmar-se a nova previsão do RWI, o país estará perante a pior recessão da sua história, mais grave ainda do que a recessão de 1975, ano em que a economia da então República Federal da Alemanha, decresceu 0,9 por cento, na sequência da chamada crise do petróleo.

    Em 2009, a "clara redução das exportações“ será o principal problema da Alemanha, acompanhada pela subida do desemprego, que deverá passar dos 7,5 para 7,9 por cento, e pela queda das receitas do Estado, refere o RWI.

    O Instituto de Mercado de trabalho e Pesquisa Profissional, de Nuremberga, anunciou hoje também que no próximo ano deverá haver uma média anual de cerca de 200 mil empregados em regime de trabalho precário, o valor mais alto desde 2002, em que houve 206 mil trabalhadores nesta situação.

    O trabalho precário significa que os trabalhadores podem receber até 67 por cento do salário mensal, o correspondente ao susídio de desemprego, por um período máximo de 18 meses, sem perderem o posto de trabalho, apesar de não estarem a laborar, devido à má situação das empresas, que tem de ser comprovada perante os poderes públicos.

    Já o consumo privado deverá manter-se estável até meados do próximo ano, sobretudo porque a média anual da taxa de inflação recuará 0,9 por cento, e o consumo público aumentará 2,1 por cento, devido aos programa de investimento do Estado, previu ainda o RWI.


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