Peritos e técnicos reúnem-se em Genebra para debater acordo nuclear com o Irão

Peritos e técnicos reúnem-se em Genebra para debater acordo nuclear com o Irão

 

Lusa / AO online   Internacional   8 de Dez de 2013, 11:32

Os peritos da ONU e do grupo 5+1, composto pelos cinco países com assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, acompanhados da Alemanha, reúnem-se nos próximos dias para debater os detalhes do acordo nuclear.

 

Estas conversações, que se realizam na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Viena, são necessárias para pôr em marcha o acordo que prevê uma paralisação parcial das atividades nucleares em troca de um levantamento limitado das sanções internacionais.

Os diplomatas ocidentais envolvidos na negociação do acordo, assinado a 24 de novembro, afirmam que ele pode entrar em vigor já em janeiro, enquanto o Irão assegura que apenas suspenderá as suas atividades nucleares a partir de finais de dezembro ou início de janeiro.

A Agência Internacional da Energia Atómica (IAEA, na sigla em inglês) também vai estar envolvida nas conversações, confirmou hoje à agência noticiosa espanhola Efe um porta-voz da agência nuclear das Nações Unidas, acrescentando que a participação servirá para verificar as medidas entre o Irão e os outros seis países, o que exigirá mais envolvimento e pessoal.

Ao contrário das negociações de Genebra, liderada pelos ministros dos negócios Estrangeiros, a reunião de Viena será mantida por peritos e técnicos, não se prevendo, por isso, declarações públicas no final do encontro.

O conjunto de reuniões acontece no dia seguinte à primeira inspeção da IAEA, realizada hoje em Arak, de acordo com o calendário acordado com o Irão a 11 de novembro.

Estas reuniões e inspeções acontecem num contexto de suspeitas da comunidade internacional de um programa nuclear civil, que permite ao Irão ter materiais e conhecimentos para poder aceder a armas nucleares.

A República Islâmica, cujo novo presidente, Hasan Rohani, baixou de tom relativamente ao conflito nuclear, rejeita estas alegações e diz que o seu programa nuclear tem intenções pacíficas, como a geração de energia elétrica e a luta contra o cancro.


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