Pequim foge às obrigações da Organização Mundial de Comércio

Pequim foge às obrigações da Organização Mundial de Comércio

 

Lusa / AO online   Economia   22 de Nov de 2007, 10:39

As empresas europeias na China acreditam que Pequim está a tentar evitar cumprir na totalidade as regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) e a fazer pouco para combater as falsificações, conclui um estudo divulgado em Pequim.
"Um grande número de companhias ainda pensa que a China está a seguir apenas a letra do acordo de entrada na OMC, ao mesmo tempo que tenta evitar a sua implementação prática", refere o Estudo de Confiança Empresarial da Câmara de Comércio União Europeia (UE)-China, que este organismo divulgou em Pequim.

De acordo com a câmara de comércio, o estudo baseia-se em inquéritos a mais de 200 empresas europeias na China, a maioria das quais continua a criticar a falta de protecção dos direitos de propriedade intelectual no país.

Para 69 por cento das empresas, a falta de protecção da propriedade intelectual é um "obstáculo significativo" à realização de mais negócios e investimento na China, o segundo factor mais importante a seguir a "falta de transparência".

"Apesar do aumento dos esforços do governo central não só para por fim à produção e distribuição de falsificações e para acabar com obvias infracções aos direitos de autor, estas continuam a ser predominantes," refere o relatório.

Antes da divulgação do estudo, as empresas estrangeiras na China já se vinham queixando que Pequim está a violar os compromissos comerciais internacionais protegendo as empresas domésticas em prejuízo das companhias estrangeiras.

O estudo aparece uma semana antes da Cimeira UE-China, que decorre em Pequim a 28 de Novembro e na qual a delegação europeia liderada pelo primeiro-ministro português José Sócrates - presidente em exercício do conselho de líderes da união - deverá exigir da China medidas para redução do crescente défice comercial europeu.

Bruxelas vai apelar a Pequim para valorizar o reminbi (a moeda chinesa) contra o euro, para abrir mais os mercados chineses aos produtos e serviços europeus e para reforçar a protecção dos direitos de propriedade intelectual das empresas europeias.

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