Pequim contra atribuição de medalha norte-americana ao Dalai Lama


 

Lusa / AO online   Internacional   11 de Out de 2007, 15:41

O governo chinês manifestou hoje "total e resoluta oposição" à atribuição ao Dalai Lama da medalha de ouro do Congresso dos Estados Unidos, numa cerimónia em que o Presidente George W. Bush já anunciou que vai participar.
    Liu Jianchao, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, disse em conferência de imprensa de rotina que o governo chinês já apresentou um protesto formal junto dos Estados Unidos em relação à atribuição da medalha ao líder tibetano no exílio.

    "A China opõe-se de forma resoluta à atribuição por parte do Congresso norte-americano da medalha de ouro e opõe-se totalmente à utilização da questão do Dalai Lama para interferir nos assuntos internos da China", disse Liu Jianchao.

    Segundo o porta-voz, a China já fez "um protesto solene" juntos dos Estados Unidos contra a atribuição, na próxima semana, da mais alta condecoração do Congresso.

    O órgão legislativo dos Estados Unidos atribuiu no passado a medalha de ouro a personalidades como Winston Churchill, Papa João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá ou Nelson Mandela.

    Liu não comentou a participação de George W. Bush na cerimónia, a primeira vez que um Presidente dos Estados Unidos assiste a uma cerimónia pública com o Dalai Lama, Prémio Nobel da Paz em 1989.

    Autoridade máxima política e religiosa tibetana, o Dalai Lama encontra-se exilado na índia desde que a China anexou militarmente o Tibete em 1959.

    Desde 1993 que o Dalai Lama não tem contactos directos com Pequim, que considera o líder tibetano como um separatista, devido à sua posição inicial que reclamava a independência do Tibete.

    Entretanto, o Dalai Lama abandonou as exigências de independência e o objectivo é agora uma "autonomia real e significativa" na qual o Tibete só responda a Pequim em questões de defesa e diplomacia.
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