Açoriano Oriental
PCP/Açores pede "informações com urgência" sobre requalificação na Lagoa do Fogo

O PCP/Açores pediu "informações com urgência" ao Governo açoriano sobre o estudo e o projeto de impacto ambiental de requalificação do miradouro da Lagoa do Fogo, sublinhando que o documento mereceu contestação, por exemplo, de organizações ambientais.

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Foto: PCP/A
Autor: Lusa/AO Online

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa Regional, o deputado único do PCP no parlamento açoriano, João Paulo Corvelo, refere que "com base na análise do anteprojeto apresentado, surgem uma série de dúvidas que se prendem, sobretudo, com o impacto ambiental de um projeto desta dimensão numa reserva natural e sobre o modo como atuou o Governo Regional relativamente à sua divulgação e à recolha de pareceres junto de entidades locais e regionais viradas para a questão da preservação do ambiente".

O deputado comunista lembra que o projeto foi apresentado em 23 de novembro pela Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo e visa uma suposta requalificação do Miradouro da Lagoa do Fogo, um dos principais pontos turísticos de São Miguel, e que "prevê um controlo mais restrito no que toca à presença de visitantes, ao acesso destes às cumeeiras e ao trilho, bem como medidas para remediar à situação calamitosa da passagem e estacionamento de viaturas".

"Assim, a representação parlamentar do PCP, ao abrigo das disposições regimentais aplicáveis, solicita com urgência ao Governo Regional as seguintes informações: Qual o motivo que levou a que o parecer às entidades locais e regionais ligadas à área do Ambiente fosse pedido só dois dias antes da apresentação oficial deste projeto?", lê-se no requerimento enviado às redações.

O PCP/Açores pergunta ainda se o projeto está acessível para consulta pública e "de que modo será salvaguardada a identidade deste local, tendo em conta que está prevista uma escavação para a construção de um túnel e a construção de um miradouro com recurso a materiais não endógenos?".

João Paulo Corvelo pretende ainda saber que "medidas tem em vista o Governo Regional para gerir de forma ambientalmente sustentável o contínuo aumento de visitantes no local" em causa, dizendo que "muito possivelmente será potenciado" o aumento de turistas "se este projeto avançar, especialmente no que diz respeito à descida à lagoa, transportes e estacionamento".

Em novembro do ano passado, na apresentação do projeto, o executivo sublinhou que a requalificação permitirá gerir a presença dos visitantes, melhorando e ordenando a fruição do local, mas também controlar o acesso às cumeeiras e ao trilho, bem como evitar alguns constrangimentos atualmente existentes com a paragem de viaturas na estrada.

O principal objetivo, referiu na ocasião a titular da pasta do Ambiente, Marta Guerreiro, é “harmonizar a presença dos visitantes com a preservação desta reserva natural e, simultaneamente, proporcionar uma experiência singular de visitação a uma das mais belas paisagens da ilha de São Miguel”.


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