Autor: LUSA/AO online
Aníbal Pires disse à Lusa, a propósito da visita que inicia hoje à ilha das Flores, que é conhecido "algum descontentamento dos florentinos relativamente à questão da deslocação de doentes", por continuarem a ser encaminhados, "preferencialmente", para o hospital da Horta (Faial).
No entanto, os hospitais de referência nos Açores "já acabaram" e, por isso, "a gestão das deslocações de doentes deve ter a flexibilidade que foi dada pelo Serviço Regional de Saúde", devendo os utentes ser enviados para o hospital que tem maior disponibilidade e onde o atendimento será mais célere, acrescentou o dirigente comunista, que é deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma.
Nos dias em que vai estar nas Flores, Aníbal Pires vai reunir-se com a direção da Unidade de Saúde de Ilha e esta é uma das questões que quer "esclarecer", segundo disse à Lusa.
O secretário regional da Saúde dos Açores, Luís Cabral, anunciou a 15 de abril de 2014 que os centros de saúde das seis ilhas que não têm hospital passavam a poder encaminhar os seus doentes para qualquer uma das três unidades hospitalares da região.
A "livre referenciação dos utentes" para qualquer um dos hospitais da região permite às unidades de saúde de ilha escolher, por exemplo, o hospital com menor lista de espera para uma cirurgia ou consulta, sublinhou então Luís Cabral.
O dirigente do PCP vai estar nas Flores até quinta-feira e vai também reunir-se com os presidentes das câmaras municipais de Santa Cruz e das Lajes das Flores, empresários, a associação de agricultores da ilha e uma associação ambientalista.
Segundo disse à Lusa, os "principais temas" que leva na agenda destas reuniões estão relacionadas com a saúde, o setor primário, a cultura e o ambiente.
Aníbal Pires sublinhou que, no que toca ao setor primário, é uma "preocupação permanente" na agenda do PCP, por ser "a base da produção da riqueza" na região.