PCP/Açores acusa Governo Regional de "inércia"


 

Lusa   Regional   28 de Out de 2007, 13:58

O PCP/Açores acusou hoje o Executivo regional de "inércia" na suas linhas de actuação, o que tem vindo "a agravar" a situação social nas ilhas e "a por em causa" alguns sectores da actividade económica.
"No paraíso de Carlos César nem tudo são rosas. Ao contrário do que é propagandeado pelo Palácio de Santana [Presidência do Governo Regional] a situação social tem vindo a agravar e alguns sectores da actividade económica estão a ser postos em causa pela inércia do Governo regional e pelas políticas de liberalização dos espaços comuns da União Europeia", afirmou Aníbal Pires.
Em conferência de imprensa na Horta, na sequência de uma reunião da Direcção Regional dos Açores do partido, o líder do PCP/Açores exemplificou com a situação actual do Serviço Regional de Saúde, que mostra "sinais de ruptura e com medidas a assumirem contornos de alguma perversidade".
Segundo o dirigente comunista, a promiscuidade entre a actividade pública e privada constitui uma das causas que origina este grave problema de funcionamento do Serviço Regional de Saúde, lembrando que 80 mil açorianos não dispõem de médico de família.
Essa situação tem a ver com o facto de "não estar delimitada a fronteira" entre os agentes que prestam serviço público, mas "mantêm, por outro lado, uma actividade privada", explicou Aníbal Pires.
O líder do PCP/Açores voltou a denunciar os "baixos rendimentos" dos trabalhadores açorianos, defendendo a necessidade de uma intervenção para que seja "reposta a justiça salarial no sector privado".
 As empresas "gozam de benefícios fiscais e de apoios públicos é, portanto, exigível que cumpram as suas responsabilidades sociais de modo a que os rendimentos do trabalho espelhem o crescimento económico e o aumento da produtividade que se tem verificado de forma sustentada nos últimos anos", apontou.
Além disso, os comunistas açorianos consideram que o Governo açoriano "não está a fazer uso" de algumas linhas de financiamento, previstas nos programas comunitários, para "apoio à diminuição dos custos de transportes e outros".
Para Aníbal Pires trata-se de uma situação "incompreensível" e que "prejudica" a actividade económica regional, alegando que a utilização destas linhas de financiamento contribuiria, por exemplo, para "a diminuição dos custos de produção e exploração".
Na conferência de imprensa o PCP/Açores anunciou, ainda, a realização, a 10 de Novembro em Ponta Delgada de um encontro subordinado ao tema "O estado da economia regional - Que futuro?".

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