Eleições Legislativas

Paulo Moniz defende reforço de meios para o IVAR

Paulo Moniz defende reforço de meios para o IVAR

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   3 de Set de 2019, 11:59

O cabeça de lista do PSD/Açores às eleições legislativas nacionais defendeu “um modelo de financiamento que permita a estabilidade financeira sustentável e de médio prazo do Instituto de Investigação em Vulcanologia e Avaliação de Riscos (IVAR), cujo trabalho, ao nível da Sismologia e da Vulcanologia, é essencial para a Região. Deve ser o Estado a assegurar essa mesma estabilidade, que se vai refletir na capacidade de contratar e principalmente, reter os recursos humanos altamente especializados daquele organismo”, disse citado em comunicado.

Paulo Moniz que reuniu com os responsáveis pelo IVAR, da Universidade dos Açores, frisou na ocasião que “o planeamento e o financiamento atuais são insuficientes para garantir a continuidade e oferecer perspetivas estáveis de evolução e de carreira aos investigadores do IVAR”, pelo que “a avaliação e atribuição pela FCT do selo de excelência a este centro de investigação científica não é compatível com a elevada rotação e inconstância de recursos humanos, que devem ter um carácter permanente e continuado, perpetuando uma escola em áreas científicas e do saber que são essenciais para os Açores e para o País”.


O social democrata lembrou que o IVAR, recentemente, para além de ter recebido a classificação de centro de excelência, atribuída pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, “presta uma colaboração essencial no sistema de vigilância sismológica e de emissão de gases no arquipélago, um papel muito importante para garantir a segurança da população e de quem nos visita”.


O candidato disse ainda que “os Açores são a região do país em que mais se estudam intensivamente os fenómenos sismológicos e vulcânicos, até pela próprias características intrínsecas do nosso arquipélago, mas é ao Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) que cabe a competência oficial do aviso e acompanhamento da atividade sismológica”.


“Acontece que o IVAR tem tido um trabalho central a esse nível, até porque possui mais investigadores no terreno, tem mais estações de vigilância nos Açores e está, por isso, mais capacitado para poder fazer uma avaliação mais precisa e mais próxima dos acontecimentos, em primeira mão”.


Desta forma, Paulo Moniz defende um protocolo entre o IPMA e o IVAR, precisamente no que diz respeito às estações de vigilância sismológica, “não fazendo sentido que cada um trabalhe independentemente, e produza informação independente que, em ultima instância, até pode confundir o público. Esse é um disparate, quer ao nível da otimização dos recursos do Estado e do esforço de investimento, quer da mensagem que deve ser única”, concluiu.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.