Passos Coelho acusa Seguro de silêncio sobre má utilização de fundos no passado

Passos Coelho acusa Seguro de silêncio sobre má utilização de fundos no passado

 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Nov de 2012, 14:55

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, acusou esta quarta-feira o secretário-geral do PS, António José Seguro, de estar em silêncio sobre a utilização de fundos europeus no passado, que considerou ter sido mal feita e irresponsável.

Durante um debate no parlamento sobre o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira, que vai debater o quadro financeiro comunitário para o período 2014-2020, o primeiro-ministro defendeu que a solidariedade tem de ser acompanhada por responsabilidade financeira e que a União Europeia tem caminhado nesse sentido.

"O caminho da responsabilidade só é difícil para aqueles que pensam que o melhor é viver em permanente irresponsabilidade. Eu não vejo nada de negativo em seremos responsáveis. O que é penalizador é pagar o preço da irresponsabilidade passada. Isso custa, e deixa um sabor de injustiça em todos aqueles que não se sentiram ativos para que essa irresponsabilidade pudesse ter ocorrido", afirmou Passos Coelho.

Dirigindo-se ao secretário-geral do PS, o primeiro-ministro acrescentou: "O senhor deputado António José Seguro hoje está muito preocupado com o destino que nós vamos dar aos fundos comunitários que hão de vir do próximo quadro comunitário de apoio, mas ainda não lhe ouvimos a versão socialista atual de como é que os fundos durante muitos anos foram utilizados em Portugal e do preço que vamos pagar por os termos utilizado mal".

Esta crítica de Passos Coelho ao secretário-geral do PS foi feita no final deste debate, quando António José Seguro já não podia intervir, e recebeu palmas das bancadas da maioria PSD/CDS-PP.

O primeiro-ministro referiu que a equipa portuguesa que tem negociado o próximo quadro financeiro da União Europeia tem a sua coordenação direta, "é chefiada pelo secretário de Estado Morais Leitão" e conta com "o envolvimento da área Economia e da área das Finanças".

Segundo Passos Coelho, a "posição convergente" do chamado grupo dos "Amigos da Coesão", composto por quinze Estados-membros, "dá evidentemente peso negocial" a esses países e faz com que Portugal não esteja sozinho neste processo.


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