Participação nas redes sociais ajuda a prevenir Alzheimer

Participação nas redes sociais ajuda a prevenir Alzheimer

 

Lusa/AO Online   Internacional   21 de Set de 2013, 15:14

O neurologista espanhol especialista em demências Jesús Cacho considera que a participação ativa nas redes sociais é uma boa forma de prevenir o surgimento da doença de Alzheimer, tal como atividades como a jardinagem.

Participar em redes sociais leva a gerar reservas cognitivas no cérebro, o que é um fator fundamental como medida protetora perante o surgimento de demências, defendeu, em entrevista à agência espanhola EFE, o médio que chefia a Unidade de Demências do Hospital Clínico Universitário de Salamanca. Para Jesús Cacho, entre outros fatores protetores contra demências estão a dieta mediterrânea e o exercício físico, daí que a jardinagem seja encarada como uma boa medida. Os idosos que vivem em aldeias e semeiam hortas ou pomares mostram que, com esta prática, o seu “cérebro consegue gerar estratégias de planeamento e abstração, que dependem do lóbulo frontal, tão afetado por demências”, argumenta a neuropsicóloga Rosalía Garcia, da mesma equipa de Jesús Cacho. O neurologista e a neuropsicóloga vão avançar nas próximas semanas com um sistema pioneiro para o tratamento e reabilitação de demências em fase inicial, baseado num programa informático que começará a ser usado em outubro em doentes de Cidade Rodrigo e Salamanca. Trata-se de um programa criado por informáticos em conjunto com neurologistas, que se centrou em terapias de reabilitação baseadas em novas tecnologias. O médico Jesús Cacho lembrou que a doença de Alzheimer está ligada diretamente à idade, apontando para estimativas que indicam que há um por cento de doentes aos 60 anos e uns 35% aos 80 anos.


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