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PAN propõe Rendimento Básico de Emergência no âmbito da Covid-19

O porta-voz do PAN/Açores propôs a criação de um Rendimento Básico de Emergência, destinado às pessoas não elegíveis para os apoios públicos, e acusou o Governo Regional de virar as costas aos profissionais do setor do turismo.

PAN propõe Rendimento Básico de Emergência no âmbito da Covid-19

Autor: Lusa/AO Online

Pedro Neves falava aos jornalistas no final de uma reunião com a Associação de Guias de Informação Turística dos Açores, realizada num moinho na Fajã de Cima, em Ponta Delgada, no âmbito da campanha para as eleições legislativas regionais, marcadas para domingo.

O também cabeça de lista pelos círculos de São Miguel e da compensação sublinhou que o setor do turismo é responsável por 15 a 25% do Produto Interno bruto dos Açores, mas que, devido à pandemia da covid-19, registou uma redução de 95% de faturação.

“Vemos um Governo Regional [PS] que não dá um apoio a pessoas que não são elegíveis dentro dos apoios governamentais, que vira costas e não tenta arranjar outra solução”, criticou.

Assim, o PAN propõe a criação de um Rendimento Básico de Emergência para as pessoas não elegíveis para os apoios criados no âmbito da pandemia, “um valor que não seja de subsistência ou de sobrevivência, que seja de também algum conforto” a profissionais que deram durante “cinco anos mais de 25% da economia açoriana”.

Questionado sobre o pedido de renovação de maioria absoluta feito na segunda-feira pelo líder do PS e presidente do executivo regional, Vasco Cordeiro, o porta-voz do PAN lembra que os indicadores ao nível da pobreza, da exclusão social ou da educação revelam que os 24 anos de governação socialista não significaram “a defesa” dos açorianos.

“Temos os piores indicadores da União Europeia e a nível nacional e o presidente do Governo, Vasco Cordeiro, ainda tem a lata de dizer que precisa de uma maioria absoluta? Não. Nós temos é de retirar a maioria absoluta e é imediatamente, para conseguirmos ter democracia novamente nos Açores”, afirmou, apontando “tiques ditatoriais” ao executivo regional.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PAN concorre por sete dos 10 círculos, não apresentando listas nas ilhas do Corvo, Graciosa e Santa Maria.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.


 
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