Citado em comunicado, a propósito do Relatório Anual de Resíduos Urbanos de 2025, elaborado pela Direção Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel referiu que os dados agora divulgados “confirmam a consolidação de uma estratégia assente nos princípios da economia circular e da valorização dos recursos”.
De acordo com o relatório, os Açores produziram 153.969 toneladas de resíduos urbanos, um aumento de 0,4% relativamente ao ano anterior, “mantendo-se a tendência de estabilização da produção de resíduos observada nos últimos anos”.
Alonso Miguel considerou que “a região tem vindo a consolidar um modelo de gestão de resíduos mais eficiente e sustentável, que privilegia a valorização em detrimento da eliminação”.
Segundo o governante, tem-se vindo a “reduzir progressivamente a dependência dos aterros e aproximando os Açores das melhores práticas ambientais europeias”.
O relatório revela que, em 2025, 82% dos resíduos urbanos produzidos foram encaminhados para valorização, designadamente, 28% para valorização material, 29% para valorização orgânica e 25% para valorização energética.
A deposição em aterro voltou a registar uma “redução significativa”, representando 18% do total dos resíduos urbanos produzidos, “um valor muito abaixo da meta intermédia de 30% estabelecida para 2025 no Plano Estratégico de Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA 20+).
Para o titular da pasta do Ambiente, “este é um dos melhores indicadores do progresso alcançado pela região, revelando uma redução histórica”.
“Estamos a superar, de forma expressiva, os objetivos definidos e a demonstrar que os investimentos realizados nas infraestruturas de gestão de resíduos estão a produzir resultados concretos e mensuráveis”, afirmou o governante.
O executivo açoriano destacou como relevante para este desempenho a entrada em funcionamento da Central de Valorização Energética de São Miguel, que, “apesar de ainda não operar na sua capacidade máxima, já desempenha um papel determinante na redução da deposição de resíduos em aterro”.
Alonso Miguel destacou que também no domínio da recolha seletiva de embalagens foram alcançados "resultados sem precedentes, sendo que, em 2025, foram retomadas 21.480 toneladas de resíduos de embalagens, correspondendo a uma capitação anual de 88,9 quilogramas por habitante”, o valor “mais elevado alguma vez registado nos Açores e cerca de 9% superior ao verificado em 2024”.
Alonso Miguel referiu também que, “no que respeita à preparação para reutilização e reciclagem, a região alcançou uma taxa de 49%, melhorando o desempenho registado em 2024, que se situava nos 48%, valor substancialmente superior aos resultados obtidos na Região Autónoma da Madeira e a nível nacional”.
Segundo Alonso Miguel, “apesar de a generalidade das ilhas, incluindo São Miguel, terem atingido as metas definidas para 2025, e de liderar-se de modo destacado este indicador a nível nacional, o resultado global da região permanece, ainda assim, abaixo da meta de 55% fixada pelas diretivas europeias e pelo PEPGRA 20+”.
