Países da UE devem investir na cultura e ciência para fazer face à crise

Países da UE devem investir na cultura e ciência para fazer face à crise

 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Nov de 2013, 10:17

O presidente da Comissão Europeia defendeu esta segunda-feira que a União Europeia deve apostar num modelo de desenvolvimento para sair da crise assente no apoio à cultura, investigação e inovação, frisando que o novo programa europeu para este setor vai aumentar.

 

Na abertura do terceiro Fórum Europeu de Cultura, que decorre no Centro de Artes Bozar, em Bruxelas, José Manuel Durão Barroso deixou um forte apelo aos Estados-membros para investirem nos setores ligados à produção cultural e à ciência.

"Os gastos em cultura não são um luxo, mas um investimento muito importante, não apenas para o longo prazo (?) Se a Europa quer sair mais forte destes tempos difíceis, temos, mais do que nunca, de estimular um novo modelo de crescimento sustentado no conhecimento, na criatividade, na investigação e inovação como fatores-chave. Cortar despesa nestas áreas é precisamente a coisa errada a fazer", afirmou o chefe do executivo comunitário.

Barroso referiu que "corrigir os desequilíbrios nas finanças públicas é importante", e "para alguns países indispensável e urgente", mas advertiu que é preciso "fazer uma consolidação fiscal inteligente".

"Encorajamos [os responsáveis políticos] todos os níveis de decisão, local, regional, nacional e europeu, a desenvolverem estratégias de desenvolvimento integradas, de apoio ao setor criativo e cultural", declarou.

Neste contexto, Durão Barroso assinalou que o novo quadro de financiamento pode ser um instrumento importante para desenvolver programas específicos de apoio à cultura e salientou que o programa "Europa Criativa", da Comissão Europeia, vai ter um orçamento de 1,46 mil milhões de euros, "o que representa um aumento de 9% em relação ao financiamento atual".

"A cultura é e foi sempre o cimento que uniu a Europa, a cultura europeia é a plataforma de diálogo entre povos com heranças históricas diferentes e a forma de ultrapassarmos os preconceitos, a participação cultural aumenta a coesão social e é essencial para revitalizar as sociedades numa época de crise", advogou o presidente da Comissão Europeia.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.