EUA/Eleições

Obama vai colocar republicanos na sua administração


 

Lusa/AOonline   Internacional   30 de Out de 2008, 11:11

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, indicou quarta-feira que colocará republicanos na sua administração se for eleito presidente, sem confirmar se está a pensar propor o actual secretário da Defesa norte-americano, Robert Gates.
Questionado na cadeia de televisão ABC sobre se vai constituir a sua administração sem ter em conta filiações políticas, Barack Obama respondeu que pretende “absolutamente” ter republicanos no seu executivo e “não apenas para causar boa impressão”.

    “Sobre vários assuntos, os republicanos têm boas ideias. E sabe, continuo muito satisfeito por aproveitar boas ideias, qualquer que seja a fonte”, disse.

    Obama explicou que ainda não estabeleceu a lista final da sua eventual equipa na Casa Branca, mas que tem uma “ideia bastante razoável” das pessoas que a podem integrar.

    “Não entrarei em detalhes mas posso garantir-vos que é muito importante para nós, em especial no que diz respeito à segurança nacional, cumprir uma tradição não partidária”, sublinhou Barack Obama.

    Sobre este assunto, Obama recusou dizer se vai propor a Robert Gates a continuação nas suas funções como secretário da Defesa.

    A ideia de manter Gates nas suas funções no próximo governo, seja republicano ou democrata, já tinha sido avançada anteriormente.

    No entanto, Gates já fez saber que não conta permanecer no cargo para além de 20 de Janeiro de 2009, quando o novo presidente assumir funções.

    Obama indicou igualmente ser favorável a um segundo plano de relançamento da economia norte-americana.

    “Penso que era absolutamente necessário ter um segundo plano de relançamento”, precisou.

    Os democratas, que controlam o Congresso, pronunciaram-se a favor de um plano de relançamento de 150 mil milhões de dólares.

    Um primeiro plano de relançamento num montante de 168 mil milhões de dólares foi adoptado pelo Congresso em Janeiro e aplicado na Primavera.

    Teve um efeito considerado positivo pelos economistas, mas muito provisório.

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