EUA

Obama e McCain em campanha no Ohio


 

Lusa / AO online   Internacional   27 de Out de 2008, 21:09

O candidato democrata à presidência norte-americana, Barack Obama, inicia no Estado "chave" do Ohio a semana final das presidenciais, tentando colar ao seu opositor John McCain a imagem do Presidente George W. Bush.
Em Canton, Ohio, Obama fará um apelo à unidade nacional num período de partidarismo extremo.

    "Dentro de um semana, podem colocar um fim às políticas que dividem uma nação só para ganhar uma eleição; que tenta opor regiões contra regiões, cidades contra cidades, republicanos contra democratas; que nos pede para ter medo numa altura em que precisamos de esperança" - um excerto do discurso que Obama hoje fará em Canton, já anunciado publicamente pela sua campanha.

    Mas se a cooperação partidária tem lugar na sua mensagem, Obama também planeia qualificar John McCain como um candidato do passado:

    "Depois de 21 meses e três debates, o Senador McCain ainda é incapaz de dizer ao povo americano um único tema de monta no que diz respeito à economia que faria de forma diferente de George W. Bush."

    O candidato republicano John McCain, também ele no Ohio, promete uma reviravolta e uma vitória a 04 de Novembro próximo, repetindo as acusações quanto ao plano fiscal de Obama e qualificando o democrata como um "gastador liberal".

    Na maior cidade do Estado, Clevelad, McCain afirmou que Obama tinha planos para "um trilião de dólares em novas despesas". Tendo dito no último fim-de-semana que partilhava algumas filosofias económicas de George W. Bush, McCain fez hoje marcha-atrás.

    "Ambos (McCain e Obama) discordamos do Presidente Bush em políticas económicas. A minha visão é ter os gastos sob controlo", disse McCain. O republicano tenta distanciar-se de Obama: "Ele (Obama) acha que os impostos têm sido muito baixos; eu acho que os gastos têm sido demasiados".

    McCain alega, depois de um encontro com os seus conselheiros económicos, que irá criar milhões de novos empregos e proteger as poupanças. Nos conselheiros económicos de McCain destaque para o seu anterior rival nas primárias republicanas Mitt Romney.

    A crise económica prejudicou McCain, que se vê agora forçado a defender Estados como o Ohio (centro, 20 «grandes eleitores»), Virgínia (leste, 13 «grandes eleitores»), Carolina do Norte (sudeste, 15 «grandes eleitores») e Florida (sul, 27 «grandes eleitores»), habituais bastiões republicanos que George W. Bush venceu em 2004, e onde as sondagens indiciam vantagem para Barack Obama.

    Hoje à noite, McCain deslocar-se-á até ao Estado vizinho da Pensilvânia (leste, «21 grandes eleitores»), região tradicionalmente democrata e onde as sondagens mostram uma sólida liderança de Obama, mas que a campanha de McCain acredita poder conquistar.

    São necessários pelo menos os votos de 270 «grandes eleitores» entre os 538 que integram o Colégio Eleitoral para se ser eleito Presidente dos Estados Unidos.

    A candidata republicana à vice-presidência, Sarah Palin, num comício na Virgínia atacou as políticas de Obama, afirmando que este aumentaria os impostos. As sondagens naquele Estado mostram uma vantagem média do democrata de oito pontos. O último democrata a ganhar na Virgínia foi Lyndon B. Johnson em 1964. Desde então, nem os democratas eleitos presidentes (Jimmy Carter e Bill Clinton) conseguiram vencer na Virgínia.

    Uma sondagem conduzida pelos oito mais importantes jornais de Ohio, Obama surge com uma liderança de três por cento - 49 contra 46 de John McCain. No passado mês, a mesma sondagem anunciava uma vantagem de McCain de seis pontos percentuais.

    Desde a eleição de Abraham Lincoln em 1860, que nenhum republicano consegue ganhar a eleição sem vencer também o Ohio.

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