“O Corvo não é para ser visto durante três ou quatro horas, é para ser vivido”

“O Corvo não é para ser visto durante três ou quatro horas, é para ser vivido”

 

Paulo Simões/ Carolina Moreira   Regional   21 de Jun de 2019, 12:26

Presidente da Câmara Municipal do Corvo, José Manuel Silva, afirma que já se sentem os efeitos do turismo na ilha mais pequena do arquipélago dos Açores e alerta para as limitações do Corvo. Autarca aproveitou para falar sobre o conceito de Ecomuseu e sobre os investimentos feitos na ilha.

Enquanto presidente da Câmara Municipal do Corvo, quais são as suas principais preocupações?

São muitas, mas obviamente que passam por tentar criar condições para que as pessoas se sintam bem e que continuem a gostar de viver no Corvo.
O nosso orçamento anda à volta de um milhão e 800 mil euros, sendo que 800 mil euros são despesas com pessoal. Não nos sobra muito dinheiro para os investimentos, mas a Câmara assume (já que a iniciativa privada não tem muita capacidade de absorver mão-de-obra) também o papel social de maior empregador. Nós temos atualmente 44 funcionários a cargo da Câmara, o que equivale a 10% da população total da ilha. Por isso, uma das nossas preocupações é chegar ao fim do mês e fazer face a essas despesas. O rendimento de 40 famílias depende disso.

Já se nota o efeito do turismo no Corvo?
Sem dúvida nenhuma. Mas, nós temos de ter noção das limitações do Corvo. Nesta altura, temos como oferta 48 camas oficiais, contando com o alojamento tradicional e alojamento local, por isso não podemos ter a pretensão que seja muito mais do que isso.
Até onde pode ir, na sua opinião, a oferta hoteleira e a capacidade de desenvolvimento turístico do Corvo?
Obviamente não temos um valor definido, mas eu penso que mais 20 camas será o nosso limite.
No ano passado, tivemos o exemplo de pessoas que cá vieram e que não são consideradas turistas, porque nas estatísticas turísticas só contam as dormidas. E nós temos muitas pessoas que vêm ao Corvo, que não dormem por aqui, e que passam cá três ou quatro horas no máximo. Mas, durante essa altura, chegamos a ter cerca de mais 100 pessoas do que o habitual.


Leia a entrevista na íntegra na edição impressa do jornal Açoriano Oriental de sexta-feira, 21 de junho de 2019








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