Novos testes para despiste da SIDA


 

Lusa/AOonline   Nacional   10 de Nov de 2007, 10:30

Novos testes rápidos de detecção da infecção VIH/Sida, em fase de divulgação em Portugal, irão permitir um diagnóstico da doença em minutos, num processo semelhante a um teste de gravidez, mas sem recolha de urina, disse à Lusa um especialista.
Os testes, que serão hoje apresentados durante a XI reunião sobre infecção VIH/Sida, a decorrer ao longo de todo o dia no Estoril, poderão resolver a grave situação de sub-diagnóstico que se verifica em Portugal, adiantou José Vera, do núcleo de Estudos VIH/Sida da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

    "Há um sub-diagnóstico da infecção VIH/Sida em todos os países europeus e em Portugal diagnostica-se pouco e tardiamente. As pessoas apenas contactam o médico quando apresentam sintomas associados à infecção", alertou.

    Esse diagnóstico tardio aumenta o risco de mortalidade, assim como a probabilidade de infecção de outras pessoas, já que o próprio doente desconhece a sua situação.

    Em Portugal, estima-se estarem diagnosticados 20 mil casos de infecção com VIH/Sida, mas o número de doentes por diagnosticar deverá ser duas a três vezes superior.

    Os novos testes estão em território nacional desde o início do ano, mas ainda estão a ser divulgados, já que é necessária a formação de profissionais de saúde.

    Para o especialista, estes testes permitem o diagnóstico em espaços que não dispõem de laboratórios, desde unidades móveis de saúde até centros de saúde.

    "Não é necessária qualquer maquinaria e por isso os testes podem ser feitos numa simples consulta ou pela equipa de enfermagem num centro de saúde. No processo habitual entre a consulta, a requisição dos testes, o envio para o laboratório e o apuramento dos resultados, em qualquer momento a pessoa pode desaparecer e o processo ficar interrompido", precisou.

    Com a nova metodologia "é aumentada a acessibilidade ao diagnóstico e na primeira abordagem a uma pessoa pode propor-se o teste e fazê-lo de imediato", explicou.

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