Novos barcos começam a operar nas ilhas do triângulo no início de março


 

Lusa/AO online   Regional   21 de Fev de 2014, 16:17

O presidente da empresa pública açoriana Atlanticoline disse esperar que os novos barcos para as ligações nas ilhas do triângulo comecem a funcionar no início de março, assim que estiver concluído o processo de certificação.

 

Os dois barcos, para o transporte de passageiros e viaturas entre o Pico, Faial e S. Jorge, foram já entregues, há alguns meses, pelo estaleiro espanhol que os construiu, mas o processo de certificação ainda não está concluído.

Segundo o presidente da Atlanticoline, está agendada uma deslocação aos Açores de responsáveis da Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRSM) na primeira semana de março para fazer o "exame final", sendo a expectativa que os barcos comecem a operar logo a seguir.

Carlos Reis sublinhou que este processo é longo, referindo que só pode ser iniciado depois de os barcos serem entregues, pois a empresa certificadora é do continente e depende da deslocação aos Açores dos técnicos da DGRSM.

O responsável disse que não há nenhuma razão além desta para os barcos continuarem parados.

"Neste momento, já não está nas nossas mãos", afirmou.

O presidente da Atlanticoline falava em Ponta Delgada, numa conferência de imprensa para apresentar o concurso internacional lançado hoje pela empresa para a construção de mais dois barcos, para o transporte de pessoas e viaturas entre todos os grupos de ilhas do arquipélago.

Carlos Reis foi questionado sobre a possibilidade de ser entregue aos Açores o "Atlantida", no âmbito da penhora do barco, encomendado pela região aos estaleiros de Viana do Castelo, mas recusado, em 2009, por não cumprir o caderno de encargos.

Se a Atlanticoline "por algum motivo" vier a ficar na posse do "Atlantida", vai vendê-lo "de imediato", disse Carlos Reis, sublinhando por diversas vezes que a empresa "nunca o operará".

O acordo de rescisão do contrato de construção do "Atlantida" e do "Anticiclone" (que nunca chegou a ser construído), prevê que os estaleiros de Viana do Castelo paguem 40 milhões de euros aos Açores, estando ainda em falta cerca de oito milhões, segundo disse Carlos Reis na semana passada.

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