Açoriano Oriental
Nova medalha, de ouro, dá a Telma reinado 'singular' na Europa

 Telma Monteiro já não precisa de adjetivos que qualifiquem aos 35 anos o seu percurso no judo português e mundial, e hoje voltou a fazer a diferença, com a 15.ª medalha em Europeus, um recorde ‘singular’.


Autor: Lusa /AO Online

A judoca que um dia trocou o gosto no futebol pelos ‘tatamis’, dando a ideia que entrava tarde na modalidade, mostrou sempre, fosse nos -52 kg ou nos -57 kg, que tinha características invulgares, que a tornavam uma campeã entre os campeões.

Hoje, nos Europeus de Lisboa, Telma repetiu e reforçou a história: desde 2004 que soma sucessivamente subidas ao pódio no campeonato continental, não falhando uma única vez que fosse, com seis medalhas de ouro, duas de prata e sete bronze.

Desta vez a 'vítima' foi a eslovena Kaja Kajzer, que perdeu por 'ippon' aos 39 segundos do prologamento, após os quatro minutos regulamentares.

A judoca do Benfica, clube a que chegou em 2007 depois de representar os almadenses das Construções Norte/Sul, não só nunca falhou uma medalha sempre que participou, quatro em -52 kg e 11 em -57 kg, e como se tornou a recordista de medalhas no maior no número de campeonatos europeus.

Desde 2004, Telma apenas falhou medalhas nas edições de 2008, em Lisboa, 2016 e 2017, mas porque estava lesionada e não pôde participar.

A alemã Barbara Classen tem as mesmas 15 medalhas de Telma, mas com a diferença que as conquistou em 11 Europeus, num período, entre 1977 e 1987, em que as categorias Open, sem limite de peso, se disputavam nos mesmos campeonatos, de forma agregada.

Classen, que tem cinco medalhas de ouro, quatro de prata e seis de bronze, esteve em 11 Europeus, conquistando 10 delas nos -72 kg e outras cinco na categoria Open, de forma cumulativa nas mesmas edições.

Cenário semelhante aos dos ‘recordistas’ Antoon Geesink (Holanda), com 25 medalhas em 15 Europeus, e Robert Van de Walle (Bélgica), com 17 em 12.

Geesink competiu num período com menor participação, entre 1951 e 1967, e em campeonatos muito diferentes do modelo atual, conquistando algumas das suas medalhas por graduação (dan ou kyu), além de acumular medalhas em Open, sem limite de peso, com a categoria.

Já Robert Van de Walle, tem 12 medalhas nas categorias de peso (-93 kg e -95 kg) e cinco na categoria Open, entre 1976 e 1988.


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