Nobel da Paz é hoje divulgado em Oslo


 

Lusa/AO Online   Internacional   7 de Out de 2011, 07:42

O vencedor do Prémio Nobel da Paz é hoje divulgado pelo Comité Nobel norueguês em Oslo às 10:00 de Lisboa.

O comité divulgou que recebeu este ano um número recorde de candidaturas, 241, ultrapassando a marca atingida em 2010, ano em que foram apresentadas 237 candidaturas e em que o galardão foi entregue ao escritor, ativista e dissidente chinês Liu Xiaobo.

A entidade informou ainda que 53 das candidaturas ao Nobel da Paz são relativas a organizações.

As especulações em relação ao Nobel da Paz centram-se este ano nas figuras da denominada “Primavera Árabe”, movimento de contestação popular que desencadeou mudanças históricas em vários países árabes.

Para a comunicação social norueguesa e o Instituto para a Investigação sobre a Paz (PRIO) de Oslo, os fundadores do Movimento 06 de abril, os militantes egípcios Israa Abdel Fattah e Ahmed Maher, ou os ativistas Nora Younis e Wael Ghonim, um jovem egípcio executivo do Google que incitou via Internet os protestos contra o regime de Hosni Mubarak na emblemática praça Tahrir (Cairo), são os potenciais vencedores do galardão.

A ativista e 'blogger' tunisina Lina ben Mhenni, que relatou na primeira pessoa na Internet os principais passos da revolução na Tunísia, também é mencionada como favorita em alguns circuitos.

Mas, a possível vitória de um candidato ou candidata árabe foi recentemente questionada pelo secretário do Comité norueguês, Thorbjorn Jagland, que afirmou estar “surpreendido” pelo facto dos media noruegueses ainda não terem percebido como é evidente a eleição deste ano.

A casa de apostas Unibet destaca a presidente da Comissão Independente de Direitos Humanos afegã, Sima Samar, e os cubanos Osvaldo Payá e Óscar Elías Biscet.

Uma das figuras que se destacou nos últimos dias foi a opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, libertada em finais de 2010 após vários anos em prisão domiciliária.

A sua nomeação seria uma autêntica surpresa, uma vez que a líder da oposição na Birmânia foi distinguida com o Nobel da Paz em 1991.

A organização não governamental russa Memorial e o respetivo responsável Svetlana Gannushkina, a pacifista da Libéria Leymah Gbowee, a advogada chechena Lidia Yusúpova, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl e a União Europeia são outros dos nomes que circulam nos bastidores do Nobel da Paz.

O portal WikiLeaks (conhecido por divulgar informações classificadas) e o seu fundador, Julian Assange, também constam na lista de potenciais vencedores.

Entre as figuras internacionais distinguidas em anos recentes com este galardão constam Barack Obama (2009), a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e o então director Mohamed ElBaradei (2005), Wangari Maathai (2004), Kofi Annan (2001), Ximenes Belo e José Ramos-Horta (1996) e Nelson Mandela e Frederik Klerk (1993).


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