Negociar taxa de juro dos depósitos a prazo pode render até 7 vezes mais


 

Lusa/AO Online   Nacional   19 de Out de 2011, 09:37

A Deco considera que vale a pena negociar a taxa de juro dos depósitos a prazo, afirmando que para um depósito de 25 mil euros é possível conseguir uma rentabilidade até sete vezes superior à de tabela.

Esta é a conclusão de um teste prático anónimo da Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores feito em 20 instituições bancárias da zona de Lisboa e publicado na PROTESTE INVESTE.

“Para um depósito de 25 mil euros pode conseguir uma rentabilidade sete vezes superior à de tabela. Ao fim de seis meses, são mais 334 euros no mealheiro”, lê-se no estudo, divulgado hoje.

Segundo a Deco, os bancos mais abertos à negociação são o Crédito Agrícola, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), o BPI, o Banco Popular, o Banif, a CajaDuero, a Novacaixagalicia, o PrivatBank e o Santander Totta.

A equipa da PROTESTE INVESTE conseguiu uma taxa de quatro por cento brutos (3,1 por cento líquidos) no Crédito Agrícola, “ou seja, sete vezes mais do que os 0,6 por cento brutos inscritos no preçário”.

Nos restantes bancos, a Deco conseguiu aumentar o rendimento em 0,5 por cento a dois por cento brutos.

O Deutsche Bank, o Millennium bcp, o Montepio e a Caixa Geral de Depósitos, por seu turno, "só aceitam discutir a taxa para montantes acima de 50 mil ou de 100 mil euros", segundo o estudo.

Já outros bancos, como o Barclays e o Banco Espírito Santo, "aproveitam a negociação para promover seguros de capitalização, obrigações e depósitos de taxa crescente, que nem sempre se adequam ao perfil do cliente".

No entanto, apesar do sucesso da negociação em nove bancos, as novas taxas propostas "não convenceram" a PROTESTE INVESTE.

"Nenhuma supera a rentabilidade dos melhores 'super depósitos' do Banco Best, do Banco Invest e do Finantia, que pagam seis por cento brutos a seis meses (4,7 por cento líquidos)", segundo o estudo.


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