Jornal de campanha

"Não vale a pena o Governo assobiar para o lado"

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Olímpia Granada   Regional   8 de Out de 2008, 11:49

A frase é de Berta Cabral que “recebeu” Costa Neves no primeiro jantar-comício em São Miguel e serviu como prato principal preocupações com a situação das famílias, empresas e contas da Região por culpa, disse o líder do PSD/Açores, de um Governo despesista que não investiu nas pessoas
O Coliseu Micaelense vestiu-se ontem à noite de cor de laranja e ao som do rufar de tambores recebeu centenas de militantes sociais-democratas para aquele que foi o primeiro jantar-comício na ilha de São Miguel, com a presença do líder do PSD/Açores e candidato a presidente do Governo Regional, Carlos Costa Neves.
No terceiro dia de campanha oficial, a cabeça de lista por São Miguel, Berta Cabral, foi a anfitriã e a primeira a discursar. Na mesa dos 27 candidatos pela ilha que elege o maior número de deputados à Assembleia Legislativa Regional (19), sentou-se também Mota Amaral que, contudo não subiu ao palco quando, aqueles foram, um a um, sendo anunciados.
A também autarca de Ponta Delgada estava em casa mas, quando falou, fez um discurso  que extravasou a dimensão de ilha, colocando na agenda do debate eleitoral a discussão da crise financeira internacional “que nos bate à porta”.
A ex-secretária regional das Finanças e economista, afirmou  que os Açores não estão imunes aos seus efeitos e que “não é preciso ser economista para saber que a uma crise financeira segue-se sempre uma crise económica”.
A candidata denunciou a existência nos Açores de famílias que estão a perder a casa por causa da subida das taxas de juro, por causa de desemprego e, ainda, de empresas em situação de risco devido às limitações de crédito.
“A crise está aí e não vale a pena o Governo assobiar para o lado e fazer de conta”, disse.
Para a candidata laranja é, assim, preciso “actuar antes que seja tarde de mais” e defendeu que nem o Partido Socialista nem o actual Governo que se recandidata a novo mandato têm “condições para enfrentar a crise”.
Por isso, pediu o voto no PSD que, considerou, reúne essas condições e que “tal como no passado está cá para as horas difíceis, para apoiar as famílias”.
Berta Cabral acusou ainda o PS de ser responsável pelo actual quadro de dificuldades que não duvida existirem, pois, disse, foram “as políticas de facilitismo e  o clima de falsa prosperidade instigado  pelo Partido Socialista” que contribuíram para tal e para a “asfixia da classe média”. Sobre contas, a candidata não se ficou pelas das famílias e empresas e disse que ninguém conhece as da Região, porque a dívida está escondida em empresas públicas.
Antes de terminar a  intervenção e dar a palavra ao líder, de que fez elogio no início do discurso, acusou o Governo socialista de manipulação, dando como exemplo a entrega de um “cheque ao Águia dos Arrifes”.
Berta Cabral acusou o executivo de ter dado “um subsídio de 40 mil euros através da Casa do Povo” para “dizer que ajuda” e um terreno “quando o terreno é do Águia dos Arrifes, comprado com o dinheiro dos seus associados”. Para tal, disse “têm que cá vir, de chapéu na mão, ao almoço, dizer que o Governo é bom, que ajuda e quer que o Águia tenha um  campo relvado” mas - denunciou - um campo desses “custa 800 mil euros” e “é a Câmara de Ponta Delgada que o está a financiar”.
Ao contrário, afirmou depois Carlos Costa Neves, na mesma linha, ninguém no Coliseu foi “obrigado a estar presente”. O candidato a presidente do Governo Regional referiu também a preocupação com os efeitos da crise internacional na Região que - disse - registou um aumento de desemprego. Assumindo-se como humanista, acusou contudo o partido adversário, o PS, de eternizar a situação de pobreza dos beneficiários do Rendimento Social de Inserção nos Açores.

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