Reacções à vitória de Obama

Mundo saúda em Obama a "mudança"

Mundo saúda em Obama a "mudança"

 

Lusa/AOonline   Internacional   5 de Nov de 2008, 11:27

A eleição de Barack Obama para a presidência norte-americana foi de imediato saudada em todo o mundo em mensagens nas quais eram referidos frequementemente os termos "mudança" e "esperança", palavras-chave da campanha do candidato democrata.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, considerou em carta dirigida ao Presidente eleito, na qual apresenta as suas "felicitações mais calorosas", que a sua "vitória brilhante" levanta "uma imensa esperança".

    "Ao escolherem-no, o povo americano escolheu a mudança, a abertura e o optimismo", afirmou Sarkozy.

    "No momento em que devemos enfrentar em conjunto os imensos desafios, a sua eleição levanta em França, na Europa e no mundo uma imensa esperança. A de uma América aberta, solidária e forte que mostrará novamente o caminho, com os seus parceiros, pela força do exemplo e da adesão aos seus principios", disse o Presidente francês.

    "A França e a Europa, unidas desde sempre aos Estados Unidos pelos laços da história, dos valores e da amizade, terão uma nova energia para trabalhar com a América para preservar a paz e a prosperidade do mundo", adiantou Sarkozy.

    Em nome da presidência francesa da União Europeia, Bernard Kouchner, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, fez o elogio de Obama.

    "A França, a Europa, a comunidade internacional necessitam de dinamismo, da recusa às injustiças e da sua vontade de ir mais além para construir um mundo estável, mais seguro e justo", afirmou.

    O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, saudou os "valores progressistas" de Obama e "a sua visão do futuro", e a chanceler alemã, Angela Merkel, congratulou-o pela sua vitória "histórica".

    O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, considerou que tinha chegado o momento de "um compromisso renovado entre a Europa e os Estados Unidos da América".

    "Precisamos de um novo 'New Deal' (Novo Acordo) para um mundo novo. Espero sinceramente que, sob a direcção do Presidente Obama, os Estados Unidos juntarão as suas forças à Europa para possibilitar esse +Novo Acordo+ em beneficio das nossas sociedades e do mundo inteiro", afirmou Barroso.

    O primeiro-ministro israelita cessante, Ehud Olmert, saudou a vitória "brilhante e histórica" de Barack Obama, referindo a esperança de um "estreitamento" das relações bilaterais e de progresso no processo de paz, sob o seu mandato.

    Por sua vez, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Yigal Palmor, considerou que, com a vitória de Obama, as relações entre os Estados Unidos e Israel estão destinadas a "um bom futuro".

    O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, apelou a Obama para que "acelere os esforços envidados para a obtenção da paz" no Médio Oriente.

    O movimento islamita palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, apelou ao Presidente eleito para que "tire uma lição dos erros" das Administrações norte-americanas anteriores para com o mundo arabe-muçulmano, "nomeadamente a de (George W.) Bush".

    O chefe da diplomacia iraquiana, Hoshyar Zebari, reagiu com reserva à eleição de Obama.

    "Respeitamos a escolha dos americanos", disse à Agência France Presse (AFP).

    "Não acreditamos que haja uma brusca mudança política, e não haverá uma rápida retirada norte-americana do Iraque", disse.

    Obama anunciou durante a sua campanha que pretendia retirar a maior parte das tropas norte-americanas do Iraque 16 meses depois de assumir funções.

    No Afeganistão, o Presidente Hamid Karzai considerou que a eleição de Obama "traz ao povo americano, e com ele ao resto do mundo, uma nova era".

    No Quénia, de onde era originário o pai do Presidente eleito, o Presidente queniano Mwai Kibaki anunciou que quinta-feira será feriado "para permitir aos quenianos celebrar o feito histórico" de Barack Obama.

    A África "está orgulhosa dos seus resultados, e aguarda com interesse as frutuosas relações de trabalho", disse o Presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, em mensagem dirigida a Obama.

    "Esta vitória dá uma nova esperança aos milhões de compatriotas e aos milhões de pessoas de origem africana", disse.

    O Sudão, considerado na lista norte-americana um dos países que apoia o terrorismo, expressou a esperança de que a vitória de Obama introduza "uma mudança real" nas relações entre os dois países.

    Na Ásia, o Presidente chinês, Hu Jintao, felicitou Obama e, referindo um "novo período histórico", disse querer elevar as relações entre a China e os Estados Unidos "para um novo patamar".

    O primeiro-ministro japonês, Taro Aso, a Presidente filipina Gloria Arroyo e o Chefe de Estado da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, saudaram também a eleição de Obama.

    Por sua vez, o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, considerou que Obama concretizou "o sonho" de Martin Luther King "de uma América onde homens e mulheres serão julgados não pela sua cor de pele mas pela sua personalidade".

    O México e a Colômbia saudaram também a eleição de Obama.

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