Ministro da Saúde diz que há mais pessoas em tratamento hospitalar com Sida

Ministro da Saúde diz que há mais pessoas em tratamento hospitalar com Sida

 

Lusa/AO Online   Nacional   30 de Nov de 2013, 21:33

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje que há "mais pessoas a serem tratadas nos hospitais" da infeção do HIV/Sida e que, apesar de a medicação ser de "custo bastante elevado", a terapêutica "continua a ser disponibilizada".

Paulo Macedo falava aos jornalistas no final da inauguração da exposição de fotografia e vídeo “O VIH/Sida na Imprensa”, integrada na Campanha “30 anos do VIH/Sida em Portugal” e do dia Mundial de Luta contra a Sida, que se assinala a 01 de Dezembro. O ministro congratulou-se com o facto de o último relatório sobre a doença indicar que existe "um menor número de casos novos" de HIV/Sida em Portugal, contrapondo contudo que a prevalência da doença continua a ser "muito grande" em termos europeus, apesar do que tem sido feito no combate à doença. Paulo Macedo observou que um dos principais problemas na luta contra a Sida é o facto de a doença ser encarada hoje como uma "doença crónica", que já não é sinónimo de morte, o que leva a que se tomem "menos medidas de prevenção". Neste capítulo, observou que os dados indicam que "houve um menor número de preservativos solicitados" e que "há mais pessoas a terem relações desprotegidas", pelo que existe "claramente" a necessidade de se fazer uma pedagogia junto das escolas, no sentido de dizer que esta doença, apesar de ser crónica, tem que se tratada como "uma doença evitável". O ministro assegurou também que o programa de "troca de seringas" teve um avanço significativo e, paralelamente, disse estarem na forja protocolos com o Ministério da Justiça, para se enfrentar o problema do HIV/Sida em meio prisional. Quanto às alegadas dificuldades de doentes com Sida se deslocarem aos hospitais, Paulo Macedo rejeitou a ideia que o problema possa residir no transporte quando o custo da medicação por doente andará por volta dos 20 e os 50 mil euros por ano. "São tratamentos muito caros. Não é de facto o transporte que põe em causa o tratamento", disse Paulo Macedo, notando que o transporte não urgente de doentes é gratuito para este tipo de doentes, desde que tenham uma prescrição médica e insuficiência económica. António Diniz, diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, mostrou-se convicto de que é possível melhorar os indicadores desta doença em Portugal, e confirmou estar em fase de preparação um protocolo com os Serviços Prisionais na área do combate ao HIV/Sida, à semelhança do que também vai acontecer com a tuberculose. Paula Policarpo, vice-presidente da associação Abraço, alertou para a conjuntura económica, que está a dificultar a deslocação mensal de doentes aos hospitais para ir buscar a terapêutica, o que pode levar à interrupção do tratamento por parte de pessoas com maiores problemas económicos. A responsável da associação lembrou ainda a questão das pessoas que tiveram que imigrar e que se encontram em países que não dispõem do mesmo tipo de acesso à terapêutica do HIV/Sida, pelo que tem solicitado ajuda à Abraço, para que haja o envio de medicamentos para esses mesmos países.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.